Jornal do Brasil

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

País

Militantes protestam contra prisão de João Paulo Cunha

Agência Câmara

Manifestantes realizaram um ato público, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em solidariedade ao deputado João Paulo Cunha (PT-SP). A prisão do parlamentar foi decretada na tarde desta terça-feira (4) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa.

O ato foi realizado próximo ao acampamento de militantes do Partido dos Trabalhadores que foi montado ao lado do prédio do STF desde a condenação de João Paulo e outros correligionários para pedir a anulação do julgamento do mensalão.

Participaram do ato público a filha e a esposa de João Paulo Cunha, além de deputados do PT.

Condenação

Cunha foi condenado no julgamento da ação penal 470 (processo do mensalão) no STF pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, totalizando 9 anos e 4 meses de prisão.

A execução da pena determinada pelo mandado, no entanto, se refere apenas às punições por corrupção e peculato, que totalizam 6 anos e 4 meses de prisão, o que dá direito ao cumprimento pelo regime semiaberto. O STF ainda irá analisar recurso do deputado apresentado contra a condenação por lavagem de dinheiro.

Defesa

Nesta terça, o deputado divulgou em seu site uma “Carta aberta à sociedade brasileira, em defesa da verdade e da justiça”, na qual diz que o julgamento do mensalão limitou o direito à ampla defesa e “submeteu os réus a uma exposição permanente de ataques midiáticos contra a sua honra e integridade moral”.

Ele também reafirma que é inocente e que apresentou, durante o julgamento no STF, ampla documentação que confirmaria que ele não cometeu nenhum ilícito. “Mantenho a determinação de provar minha inocência, em fóruns jurídicos nacionais ou internacionais, se assim for necessário”.

O parlamentar destaca ainda na carta que não teme enfrentar um julgamento na Câmara dos Deputados.

Tags: condenados, Mensalão, multas, pagamento, réus

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