Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Julho de 2014

País

Acusado de participar de fraude contra Caixa é preso ao prestar depoimento

Portal Terra

A Polícia Federal prendeu, na terça-feira, em Araguaína (TO), um dos acusados de participar da fraude considerada como a maior já sofrida pela Caixa Econômica Federal, através de um falso prêmio da Mega-Sena. A PF comprovou que o detido é a mesma pessoa que abriu a conta no banco para receber o falso prêmio.

De acordo com a PF, a fraude consistiu na abertura de uma conta corrente na agência da Caixa  em Tocantinópolis, em nome de uma pessoa fictícia, criada para receber um falso prêmio da Mega-Sena no valor aproximado de R$ 73 milhões. Em seguida, o dinheiro creditado foi transferido para diversas contas. 

Segundo a PF, o acusado prestava depoimento na sede do Ministério Público Federal (MPF) no Tocantins quando foi solicitado o comparecimento da polícia para cumprir um mandado de prisão. O preso, que não teve sua identidade revelada, foi encaminhado à cadeia pública de Araguaína.

Durante as investigações, os agentes prenderam o ex-gerente-geral da agência da Caixa em Tocantinópolis, Robson Pereira do Nascimento.

No último dia 18, a polícia prendeu o suplente do deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) pela participação na fraude. Segundo o delegado da Polícia Federal de Araguaína (TO), Omar Afonso de Ganter Peplow, o político foi preso em uma barreira feita por agentes da PF entre as cidades de Carolina e Estreito, no Maranhão. Carvalho Neto estaria tentando fugir da prisão. A PF também apreendeu uma aeronave do tipo Minuano, que ele teria adquirido recentemente, mas descartado utilizar na fuga. 

A investigação da PF apurou que o suplente foi o responsável por fornecer a conta de luz utilizada na abertura da conta aberta para o recebimento do dinheiro desviado. Segundo o delegado Omar, o suplente de deputado federal também aparece em uma interceptação telefônica falando sobre a fraude com o gerente do banco envolvido no esquema. "Isso prova que ele conhecia o gerente e já sabia dos fatos", disse. 

O delegado também informou que uma empresa administrada por Carvalho Neto recebeu R$ 13 milhões em recursos desviados. Apesar de a empresa não estar registrada no nome do político, os sócios informaram à PF que ele é responsável pela administração e por "mexer como dinheiro". 

Para a Operação Éskhara, foram emitidos cinco mandados de prisão preventiva, 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva nos Estados de Goiás, Maranhão e São Paulo. 

Tags: cef, Fraudes, loterias, prisões, Tocantins

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