Jornal do Brasil

Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

País

SP: Alshop pede a Alckmin mais espaços e eventos para evitar "rolezinhos"

Portal Terra

O presidente da Associação Brasileiras de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun, afirmou, na manhã desta quarta-feira, que pediu ao governador de São Paulo Geraldo Alckmin mais eventos e espaços públicos para que os jovens frequentadores e organizadores dos chamados “rolezinhos” tenham opções de lazer. Segundo Nabil, a conversa com Alckmin aconteceu na última segunda-feira e durou cerca de uma hora. Além disso, o presidente da Alshop também quer conversar com o prefeito da capital paulista Fernando Haddad com o mesmo objetivo.

Sahyoun disse também que os shoppings continuarão a fechar as portas caso esses grupos sigam marcando eventos dentro dos estabelecimentos. Segundo o presidente da Alshop, é preciso “evitar prejuízos” e caso haja algum problema mais grave o shopping será responsabilizado. “Não podemos arriscar”, disse a Alshop.

“Na conversa com o governador, ele se posicionou que entende que é uma reivindicação dos adolescentes na busca por ambientes de lazer. E o shopping tem isso, tem ar condicionado, praças de alimentação. Ele disse que o mais rápido possível vai convocar secretários para fazer um levantamento das áreas disponíveis para que possam programar shows. O Estado assumiu o compromisso de disponibilizar algumas áreas de uma forma programada para esses jovens extravasar suas alegrias e podermos manter os shoppings onde todos poderão frequentar individualmente e não com 15 mil. Isso serve para não criar todo constrangimento das pessoas que vem ao shopping”, disse Nabil.

O presidente da associação disse ainda que, na posição da Alshop, não há segregação nem restrição para entrada de pessoas nos centros comerciais.

“O que podemos ter são pessoas que podem ser racistas, mas jamais posso, dentro de um campo de futebol, julgar um time por causa de um jogador que pode ser racista. Não podemos falar que shoppings estão segregando e que shoppings são racistas. Essas pessoas são responsáveis pelos seus atos”, afirmou.

Sahyoun ressaltou também que os shoppings continuarão a fechar as portas caso haja o “rolezinho”. Porém, se o centro comercial quiser liberar o evento, arcará com as consequências.

“Vamos continuar lidando como hoje em dia. Se for anunciado esse evento dentro do shopping, com 10mil pessoas, vão fechar. Se um deles (integrantes do rolezinho) sai correndo dentro do shopping e essas 10 mil entrarem, pode ser um risco. Estamos fechando as portas em respeito a que ocorrências negativas possam acontecer. Estamos tendo prejuízos, mas não podemos arriscar. Vamos continuar com a mesma atuação”, explicou.

Nabil disse ainda que a Alshop está disposta a receber esses jovens para uma conversa. Segundo ele, para que essas pessoas entendam a posição dos centros comerciais.

“Colocamos ao governador que a Alshop está à disposição para ajudar a promover esses eventos. Os shoppings estão abertos a estabelecer uma programação com o governo. E sabemos que o estado vai contribuir com as áreas. Estamos abertos para poder atender essas juventudes. Esses líderes, esses jovens, que estão criando esse movimento, gostaríamos de chama-los, com a presença de secretarias do governo do estado. Queremos mostrar a realidade dos fatos, que os shoppings estão abertos e o que eles não podem é convocar 15 mil pessoas para poder entrar ao mesmo tempo num empreendimento. Eles são inteligentes para entender isso”, disse.

Tags: comércio, impedimento, polêmica, polícia, rolezinho

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.