Jornal do Brasil

Sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

País

PMs de serviço durante chacina em Campinas entregam armas para perícia

Portal Terra

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo recebeu nesta quarta-feira as 31 armas calibre 380 de uso particular dos 31 PMs que estiveram de serviço na noite e madrugada de 12 e 13 deste mês em Campinas, quando foram registrados 12 mortes em sequência na cidade. Os militares são do 1º Batalhão de Ações Especiais da Policia (Baep), grupo criado este mês pelo governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB). No trabalho, os policiais são autorizados a usar pistolas .40. 

A entrega das armas atende à solicitação da força-tarefa composta por delegados, um promotor criminal do Ministério Público Estadual (MP-SP) e investigadores do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo. O grupo apura a autoria e motivação das mortes e as denúncias de que as 12 vítimas foram executadas por PMs em retaliação a morte do policial militar Aredes dos Santos durante um assalto. 

Segundo a Polícia Civil, familiares dos mortos apontam os militares como autores dos disparos. Na noite de domingo (12) e madrugada de segunda-feira (13) testemunhas disseram ter visto homens de touca ninja e com os mesmo coturnos e roupas do uniforme do Baep. 

As mortes ocorreram em sequência. Cinco pessoas foram assassinadas no bairro Vida Nova e quatro no Recanto do Sol. As vítimas estavam em frente de suas residências em companhia de amigos. As demais vítimas foram registradas no Parque Universitário, Vista Alegre e Parque Cosmos. Das 12 vítimas, seis tinham registro por passagem policial.

Investigação da chacina é prioridade, diz chefe da Polícia Civil  

Na tarde de ontem, o delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Luiz Mauricio Blazeck, foi a Campinas e se reuniu por quase três horas com os delegados das esferas de investigação da polícia. "Esse caso é muito complicado, por isso o trabalho técnico com essa força-tarefa.  A resolução desse caso é prioridade da Secretaria de Segurança Pública", disse Blazeck.

O delegado-geral disse que as unidades de segurança não desprezam nenhuma pista e que as secretarias vêm recebendo diversas denúncias. Ele garantiu que todas estão sendo apuradas. Ele também disse que é prematuro fazer afirmações, pois as investigações estão transcorrendo e, quando houver uma posição das polícias, essa será anunciada.

Prisão

Um policial do Baep foi preso acusado de portar acessório de armamento. Durante uma varredura a cargo da Corregedoria nos armários do batalhão, foi localizada uma mira a laser. O equipamento é de uso proibido. O policial foi encaminhado ao presidio Romão Gomes.

Tags: apuração, interior, matança, polícia, SP

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