Jornal do Brasil

Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

País

Juiz nega pedido de Pedro Henry para estudar fora da cadeia

Portal Terra

O juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, negou nesta quarta-feira um pedido do ex-deputado Pedro Henry (PP-MT), condenado no julgamento do mensalão, para frequentar um curso de pós-graduação em Medicina Hiperbárica e estudar Fisioterapia na Universidade de Cuiabá durante a noite. Henry, que é médico, já havia obtido autorização para trabalhar no Hospital Santa Rosa, na capital de Mato Grosso, mas queria também cumprir plantão noturno durante o fim de semana no Instituto Médico Legal.

Condenado a sete anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, Henry pretendia ficar na cadeia apenas das 23h às 6h durante a semana, para cursar Fisioterapia à noite, com liberação para trabalhar das 7h de domingo às 7h de segunda-feira. Detido na Polinter de Cuiabá, o ex-deputado queria também sair às sextas-feiras e sábados, nos próximos três meses, para o curso de Medicina Hiperbárica.

Para o juiz, os pedidos de Henry favoreceriam a impunidade e não garantiriam a isonomia entre os presos. “Soma-se a tal circunstância a estranheza (...) o fato de o penitente, conhecido pela profissão de médico e cursando pós-graduação em Medicina Hiperbárica, colocar-se a disposição para cursar graduação similar àquela já concluída. É bom frisar que não se está a diminuir a importância e o valor do curso de Fisioterapia, porém, é clara a intenção do recuperando em apenas se manter afastado do estabelecimento penitenciário. Não fosse esse o motivo, com certeza, o médico penitente já o teria cursado há tempos”, diz Fidelis Neto na decisão.

Pedro Henry era líder do PP na Câmara na época do mensalão. Ele foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva por ter participado das negociações que levaram ao repasse de R$ 3 milhões do esquema para o PP, além de utilizar a corretora Bônus Banval para distribuir o dinheiro.

Tags: DF, Mensalão, processo, réus, Trabalho

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