Jornal do Brasil

Terça-feira, 29 de Julho de 2014

País

Preso suplente de deputado por maior fraude da história da Caixa

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A Polícia Federal prendeu na tarde deste sábado (18) o suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) pela participação na maior fraude da história da Caixa Econômica Federal. Ele foi preso em uma barreira policial entre as cidades de Carolina e Estreito, no Maranhão, quando tentava escapar.

A PF também apreendeu uma aeronave do tipo Minuano, que o político teria adquirido recentemente. 

As investigações da Polícia Federal indicaram que o suplente de deputado foi o responsável por fornecer a conta de luz utilizada na abertura da conta na agência da Caixa no município de Tocantinópolis/TO, em nome de uma pessoa fictícia e criada para receber um falso prêmio da Mega-Sena no valor aproximado de R$ 73 milhões. Em seguida, o dinheiro creditado foi transferido para diversas contas. 

Ernesto Vieira também aparece em uma interceptação telefônica falando sobre a fraude com o gerente do banco envolvido no esquema. 

Segundo a PF, uma empresa administrada por Carvalho Neto recebeu R$ 13 milhões em recursos desviados. Apesar de a empresa não estar registrada no nome do político, os sócios informaram à PF que ele é responsável pela administração e por "mexer com o dinheiro". 

Os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva nos estados de Goiás, Maranhão e São Paulo. No decorrer da investigação, foi preso o gerente geral da agência de Tocantinópolis.

Até agora, 70% do dinheiro desviado já foi recuperado. Participam da operação 65 policiais federais dos estados do Tocantins, Goiás, Maranhão e São Paulo.

Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato , receptação majorada, formação de quadrilha e  da Lei 9.613/98 (lavagem de dinheiro), cujas penas somadas, caso condenados, podem chegar a 29 anos de reclusão.

A Polícia Federal continuará com as investigações, já que trabalha com a possibilidade de existirem outros fraudadores. 

Tags: cef, desvios, político, prisão, recursos

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