Jornal do Brasil

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

País

SP: família diz ter recebido ligações com pistas sobre morte de adolescente

Portal Terra

A mãe e amigos do adolescente Kaique Augusto dos Santos, 17 anos, encontrado morto no último sábado, na avenida Nove de Julho, em São Paulo, compareceram na tarde desta sexta-feira ao 3º Distrito Policial, no centro da capital paulista, para prestar depoimento durante as investigações do caso. 

A mãe do jovem, Isabel Cristina Batista, traumatizada com a morte do filho, preferiu não emitir opinião sobre o que aconteceu. O advogado da família, Ademar Gomes, afirmou, por telefone, que ela levou à polícia informações que podem ajudar na solução do caso.

De acordo com ele, trata-se de duas testemunhas que teriam presenciado o crime. Uma teria informado que skinheads teriam participado da morte. A outra, seria de um morador de um prédio da região, que também teria presenciado a morte do adolescente.

Aline Amaral, dona da casa em que Kaique morava, afirmou que o rapaz não tinha indícios de depressão e que desconfia da versão de suicídio, registrada pela polícia. "Ele (Kaique) era uma pessoa normal, vivia bem com a gente. Trabalhava, estudava. Estamos esperando uma resposta da polícia para o que aconteceu. Ele nunca falou em suicídio. Nunca apresentou sinais de depressão", disse ela.

Na casa, no bairro do Carandiru, zona norte de São Paulo, viviam também Kaique Souza, 19 anos, e sua mulher, Paloma Santos. Souza disse que recebeu a notícia da morte do amigo com surpresa, principalmente com a violência sofrida pela vítima. "A investigação vai trazer a resposta para o que aconteceu".

Kaique dos Santos foi encontrado morto, com o rosto desfigurado, no último sábado na avenida Nove de Julho, uma das mais movimentadas da capital paulista. 

De acordo com a família, Kaique teria ido para uma festa, na noite de sexta-feira, com alguns amigos, na região da praça da República, local em que teria sido visto pela última vez. Segundo colegas que estavam com ele, Kaique foi visto em frente ao palco da casa noturna PZÁ. Depois, ele teria saído do estabelecimento sozinho ou com outra pessoa que não fazia parte do grupo.

Após o desaparecimento, colegas de Kaique imaginaram que ele poderia estar na casa de algum conhecido, mas, com o passar do tempo, a preocupação acabou tomando conta de toda a família. Na segunda-feira, Tayna ligou para a mãe perguntando pelo irmão, mas ela disse que não via o jovem desde o feriado de final de ano.

No mesmo dia, familiares iniciaram a busca, que durou quase 24 horas. A mãe de Kaique foi até o Hospital das Clínicas e Instituto Médico Legal (IML), onde não encontrou nenhum registro de vítimas com as característica

O corpo do rapaz só foi encontrado na terça-feira, no IML. O adolescente foi encontrado com sinais de espancamento, com o rosto desfigurado e sem os dentes.

O caso foi relatado no boletim de ocorrência como suicídio, versão descartada pela família.

Tags: gay, jovem, morte, polícia, SP

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