Jornal do Brasil

Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

País

MA: 24h após rebelião, governo diz que Pedrinhas está sob controle

Portal Terra

O secretário de Justiça e de Administração Penitenciária do Estado do Maranhão, Sebastião Uchôa, disse nesta sexta-feira que a situação no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, “está completamente sob controle”. A declaração foi dada 24 horas depois da primeira de duas rebeliões registradas nesta quinta em uma das oito unidades do complexo, o Centro de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ).

As duas rebeliões, contidas por agentes da Força Nacional de Segurança e por homens da Tropa de Choque da Polícia Militar, aconteceram ontem em um período de menos de 12 horas.

Segundo o secretário, as causas dos “motins”, como o Estado classificou as ações dos presos, teriam sido mudanças de procedimentos nas revistas das celas. Ontem à noite, após o princípio de rebelião, um revólver calibre foi encontrado, supostamente, em uma das celas da ala A do CPJ, na qual começou a rebelião do início da tarde.

“A situação está totalmente sob controle. Temos um plano de segurança orgânico montado pela Secretaria e com o apoio da Força Nacional e da PM e entendemos que (o quadro em Pedrinhas) está controlado”, disse Uchôa. “Todo processo de mudança sofre reações, o que está acontecendo agora é uma mudança de cultura em matéria de rotina prisional, ou seja, temos intensificado muito as revistas para evitar incidentes prisionais”, completou.

Nas últimas semanas, o governo maranhense vem afirmando que a onda de violência que deixou mortos dentro e fora de Pedrinhas - quatro ônibus foram atacados na capital; em um desses ataques, uma menina de 6 anos morreu – partiu de presos ligado facções infiltradas no complexo. São ao menos cinco facções, sendo as principais o Bonde dos 40 e o Primeiro Comando do Maranhão (PCM).

Indagado nesta sexta se os líderes desses grupos foram identificados e se serão transferidos, já tendo passado duas semanas da crise no sistema penitenciário, o secretário desconversou: “Isso (as transferências) se trata de um procedimento sigiloso, pois temos que fazer uma análise criteriosa para não haver injustiça. O que há é um zelo técnico diante da situação”, disse, antes de completar: “Temos uma relação de indícios técnicos coletados pela inteligência das polícias Civil e Militar, além de uma relação de informes”, concluiu.

Tags: crise, intervenção, Maranhão, prisional, Sistema

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