Jornal do Brasil

Terça-feira, 30 de Setembro de 2014

País

SP: prefeitura antecipa R$ 220 milhões de fundo para construção de moradias

Portal Terra

O prefeito de São Paulo Fernando Haddad anunciou, na manhã desta segunda-feira, que a prefeitura antecipou R$ 220 milhões do Fundo Municipal de Saneamento Ambiental de Infraestrutura (FMSAI) para construir as 55 mil moradias prometidas em seu plano de governo. Desde o início de sua gestão, Haddad vem enfrentando protestos e manifestações frequentes da população pedindo moradia, como aconteceu na última sexta-feira quando cerca de seis mil pessoas bloquearam a Marginal Pinheiros na altura da Ponte do Socorro.

Na semana passada, Haddad afirmou que as desapropriações de áreas particulares para construção de obras públicas seriam suspensas, para conter gastos da administração municipal, por conta da suspensão do aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) no final de 2013 e das tarifas do transporte público.

“O problema adas finanças municipais é que temos duas fontes de receita: tarifa de ônibus e IPTU, perdemos as duas. Isso nos faz ter uma limitação de receita própria. No caso da habitação, vamos fazer uma operação que está aprovada pela Câmara que é a antecipação de recursos do FMSAI, que é aquele recurso Sabesp que pode ser antecipado para garantir a meta de 55 mil moradias. Vamos tentar recuperar o prejuízo com essa antecipação do Fundo Municipal de Saneamento que vai nos permitir desapropriar e entregar os terrenos para Caixa trazer o Minha Casa Minha Vida”, disse Haddad.

De acordo com o prefeito da capital, ao todo a administração municipal terá R$ 300 milhões, o suficiente para construir as 55 mil casa em São Paulo.

“Podemos antecipar R$ 220 milhões, o que somado aos R$ 80 milhões do ano passado dá exatamente os R$ 300 milhões necessários para entregar as 55 mil casas”, explicou. Segundo Haddad, a quantia estaria disponível ainda este ano.

“Favelinhas” na Cracolândia

Haddad afirmou ainda que nesta quarta-feira a prefeitura iniciará uma nova ação na região da chamada Cracolândia, no centro de São Paulo. A ação havia sido anunciada na semana passada e pretende dar emprego e alojamento para os usuários de crack. Nos últimos meses, os dependentes químicos “construíram” barracos nas calçadas das ruas da região central.

“Passamos seis meses estudando esse caso. Aquelas pessoas querem uma oportunidade para sair do vício. Na quarta-feira vai começar um trabalho. Não sei quais problemas virão dessa iniciativa, mas eles ocorrerão e vamos fazer um monitoramento diário para cobrir as deficiências dessa iniciativa inédita. Vamos aprender com ela, ela não vai nascer perfeita”, disse o prefeito.

Segundo Haddad, os próprios usuários irão desfazer a favela na quarta-feira e serão encaminhados a alojamentos. Depois disso, vão receber uniformes do programa, alimentação e uma quantia de R$ 15 por dia.

“Fizemos questão que eles mesmos fizessem isso para dar impressão correta que não é um ato de violência do Estado, mas um gesto de aproximação. Eles terão seu próprio alojamento e serão uniformizados pelo programa. Além do alojamento e alimentação, vão receber um valor em espécie por dia trabalhado. Isso já permite a ele enfrentar algumas despesas. Estamos abrindo uma porta para que ele busque se superar”, disse.

Tags: . verba, moradia, prefeito, prefeitura, são paulo

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