Jornal do Brasil

Quarta-feira, 23 de Julho de 2014

País

Justiça aceita denúncia contra mãe e padrasto por morte do menino Joaquim

Portal Terra

A Justiça de São Paulo aceitou nesta segunda-feira a denúncia do Ministério Público contra a mãe e o padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, encontrado morto boiando no Rio Pardo no dia 10 de novembro em Barretos, no interior de São Paulo. O técnico em informática Guilherme Rayme Longo e a psicóloga Natália Mingoni Ponte devem responder por homicídio triplamente qualificado. O padrasto de Joaquim é acusado pela promotoria também por ocultação de cadáver.

O casal agora agora é réu no processo que julga desaparecimento e morte do menino Joaquim, em que eles são apontados como responsáveis. A decisão foi assinada na última sexta-feira pelo juiz substituto André Quintela Alves Rodrigues, conforme despacho recebido pelo Terra. Em sua decisão, o juiz entende que as provas "demonstram a existência do crime e indícios suficientes de autoria para a admissibilidade da ação penal".

A mãe do menino Joaquim recebeu um habeas corpus na última sexta-feira e foi solta porque a Justiça de São Paulo considerou que ela, em liberdade, não compromete o andamento do caso. Natália estava presa na penitenciária feminina de Tremembé, no interior de São Paulo. No mesmo complexo penitenciário está o padrasto da vítima, apontado como o autor do crime, segundo a Polícia Civil. Guilherme e Natália tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça no último dia 4 após denúncia do Ministério Público paulista (MP-SP). O padrasto de Joaquim foi indiciado por homicídio triplamente qualificado e a mãe por omissão.

Desaparecimento

O corpo de Joaquim foi encontrado no dia 10 de novembro de 2013, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto - cidade onde o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada.

Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira, um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto.

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. No domingo, porém, a Justiça concedeu um pedido de prisão temporária dos dois, válido por 30 dias. O menino vivia com a mãe, o padrasto e o irmão, Vitor Hugo.

No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.

Tags: criança, crime, joaquim, morte, SP

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