Jornal do Brasil

Domingo, 22 de Abril de 2018 Fundado em 1891

País

Acusado de propina continua no governo Alckimin

Roberto Garcia diz que vai permanecer no cargo

Jornal do Brasil

Brasil 247 - Apontado pelo ex-diretor da Siemens, Everton Rheinrheimer, como um dos elos da multinacional alemã no governo de São Paulo e como receptor de propinas, o secretário de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Rodrigo Garcia, que é também um dos auxiliares mais próximos do governador Geraldo Alckmin, decidiu sair da defensiva. Dois atrás, ele visitou a Folha de S. Paulo, onde apresentou sua versão. Neste domingo, o jornal Estado de S. Paulo também lhe ofereceu uma entrevista de página inteira. No depoimento, aos jornalistas Fausto Macedo e Fernando Gallo, Rodrigo Garcia admite conhecer Everton Rhenrheimer, mas diz que ele "não tem como provar" qualquer pagamento de propina.

Sobre Rheinrheimer, ele afirma que o conhece de forma vaga. "Sei de quem se trata. Me familiarizei com ele pelas fotos de jornal. Lembrava dele como um ex-diretor de multinacional. Puxando na memória, se eu o recebi como líder do PFL (na Assembleia), recebi uma vez, como recebi tantas outras pessoas desse e de outros setores. É atividade parlamentar. E depois da eleição de 2010 lembro que ele esteve no escritório político. Eu já era deputado federal. Ele fez uma visita. É isso o que lembro. Não tenho nenhum tipo de relacionamento próximo, não sei onde mora, o que faz, se mora no Brasil, o que tem no Brasil, o que deixa de ter."

Garcia também diz que o ex-diretor da Siemens contribui para uma de suas campanhas. "Vi pelos jornais. Eu faço jantares. Centenas de outras pessoas físicas e jurídicas compram. Esses convites são algo natural. São equipes de colaboradores, pessoas que sabem que sou candidato, vão lá e colaboram", afirmou.

Ele diz ainda que as acusações têm cunho eleitoral e que Rheinrheimer não poderá provar o que disse. "Ele não tem credibilidade. Vai saber até por interesse de quem. Fala que beltrano, fulano e sicrano recebiam, esse aqui falei de propina com ele, esse outro falei com o assessor dele. E diz que não tem provas. Ele não aponta claramente. É coisa vaga, atendendo a não sei quais interesses. Parar a investigação do inquérito, ganhar tempo, prejudicar nosso governo, bater na oposição ao governo federal", disse Garcia. "Ele afirma que falou de comissão e propina comigo, mas que não foi quem entregou, não pode provar."

O secretário também garante que não irá se afastar do cargo. "Não tem sentido. É tão sem pé nem cabeça, para atingir o governo. A única recomendação que recebi do governador na virada do ano foi continuar acelerando os projetos", afirma. Por fim, ele diz ainda que pedirá uma acareação com o ex-diretor da Siemens.



Tags: ainda, as acusações, cunho, diz, ele, eleitoral, que, tem

Compartilhe: