Jornal do Brasil

Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

País

Vítimas de incêndio em ônibus no Maranhão passam por cirurgia

Agência Brasil

As vítimas do ônibus incendiado em São Luís (MA), transferidas para hospitais em outros estados, passaram por cirurgia nesta sexta-feira (10) e têm quadro clínico estável. A paciente Juliane Carvalho Santos, 22 anos, está em Brasília e é acompanhada pela equipe da Ala de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Ela é mãe da menina Ana Clara, 6 anos, que não resistiu às queimaduras e morreu na segunda-feira (6).

Juliane estava com as duas filhas no ônibus na Vila Sarney Filho, quando o veículo foi incendiado por bandidos na sexta-feira (3), em represália à ação da polícia dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

O boletim médico divulgado hoje pelo Hran informa que Juliane, que teve 40% do corpo queimado, está em situação estável, consciente e respirando sem ajuda de aparelhos. O coordenador da Unidade de Queimados, Mário Fratini, explica que foi feito um procedimento cirúrgico para a retirada de pele morta e que Juliane está evoluindo satisfatoriamente. “Este momento é de retirada da pele e de atenção no controle de infecção”.

Ele acrescentou que Juliane deve passar por, pelo menos, três procedimentos de limpeza. “É um tratamento prolongado, porque a ferida precisa estar completamente fechada e leva algum tempo até se completar a limpeza geral das queimaduras”, disse Fratini, ao explicar que, após essa limpeza, é colocada no local pele sadia, retirada do próprio paciente, que se integra à lesão e cicatriza.

A outra filha de Juliane, Lorane Beatriz Santos, 1 ano e 5 meses, teve queimaduras nas pernas e nos braços e continua internada no Hospital Estadual Infantil Juvêncio Matos. Ela deve ter alta na próxima semana.

O paciente Marcio Ronny da Cruz, 37 anos, está internado no Centro de Referência de Queimados do Hospital Geral de Goiânia e também passou por cirurgia na manhã de hoje. Marcio teve 72% do corpo queimado, está em estado grave e continua sedado.

Segundo Fernando de Napole Azevedo, cirurgião plástico do Hospital Geral de Goiânia, que atendeu Marcio, estão programados três procedimentos para retirada de pele morta, que ocorrerão a cada três dias. “Esse foi o primeiro procedimento e, no futuro, será feita também a colocação de pele sadia no local”, explicou.

Outra vítima – Abyancy Silva Santos, 35 anos – continua internada na Enfermaria do Hospital Geral do Maranhão. Ela teve queimadura em 10% do corpo e foi submetida a curativo cirúrgico ontem (9). Segundo a Secretaria de Saúde do Maranhão, Abyancy deve receber alta neste final de semana.

Tags: crise, intervenção, Maranhão, prisional, Sistema

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