Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Dezembro de 2014

País

Pelo Twitter, Dilma diz acompanhar ‘com atenção’ a situação do Maranhão

Portal Terra

Em sua primeira manifestação pública após vir à tona o descontrole da segurança pública no Maranhão, a presidente Dilma Rousseff disse estar acompanhando o caso com atenção e elencou as ações do governo federal a respeito. A presidente mencionou o caso por meio de sua conta no Twitter. 

“Tenho acompanhado com atenção a questão da segurança no Maranhão”, disse a presidente, sem fazer críticas específicas nem mencionar intervenção da União. No momento procurador-geral da República, Rodrigo Janot, analisa a possibilidade de pedir intervenção federal no estado. Se decidir pelo pedido, caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) decidir sobre o caso.

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Sem se comprometer com o governo estadual, a presidente preferiu apenas listar o que o governo federal já fez sobre o caso. “O Ministério da Justiça ofereceu vagas em presídios federais para a transferência de presos do Maranhão e apoia mutirão de defensores públicos para análise da situação dos presos”, disse a presidente, pela rede social. “(Equipes do ministério) Também aumentarão efetivo da Força Nacional de Segurança no Maranhão.”

Dilma se manifestou por meio do Twitter
Dilma se manifestou por meio do Twitter

“Ontem, a governadora Roseana Sarney anunciou a criação de um comitê gestor integrado, coordenado pelo governo do Estado. O comitê envolve os poderes Executivo, Judiciário, Legislativo e o Ministério Público maranhenses, além do Ministério da Justiça para medidas integradas nos presídios no Maranhão”, afirmou a presidente em outro momento, lembrando que as medidas “são similares àquelas encaminhadas nos casos de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Alagoas e Paraná, por exemplo.”

Dilma vem acompanhando monitorando o caso ao longo da semana em contato direto e constante com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ela chegou a almoçar com ele para discutir exclusivamente o tema.

Apesar das barbáries registradas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde 62 presos foram mortos só em 2013, a Secretaria de Direitos Humanos foi deixada de lado no contato entre Brasília e São Luís. Segundo interlocutores da Presidência, a governadora Roseana Sarney atuou para impedir a ida da ministra Maria do Rosário ao Estado.

Tags: ataque, justiça, MA, onibus, presídio, protesto, Queima

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