Jornal do Brasil

Domingo, 26 de Outubro de 2014

País

SP: padrasto de Joaquim é transferido para penitenciária de Tremembé

Portal Terra

O principal suspeito da morte do menino Joaquim Marques Pontes, Guilherme Longo, foi transferido na noite desta segunda-feira para a penitenciária José Augusto César Salgado, conhecida como P2, em Tremembé, no interior de São Paulo. A transferência acontece após a Justiça aceitar o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público. As informações são do Bom Dia SP.

A mãe de Joaquim, Natália Ponte, também teve a prisão preventiva decretada e foi levada para a cadeia de Franca. Natália, que havia deixado a cadeia há pouco mais de três semanas, onde cumpria prisão temporária, foi presa novamente no sábado. Ela foi denunciada pelo homicídio triplamente qualificado do próprio filho junto com padrasto do menino. A polícia e o MP acreditam que Guilherme matou Joaquim dentro da casa onde o menino vivia com ele e sua mãe com uma superdosagem de insulina e depois jogou o corpo num córrego. De acordo com a denúncia, Natália não participou do crime, mas foi omissa, já que conhecia o comportamento agressivo do acusado e não tomou nenhuma atitude para evitar que o crime ocorresse. 

Desaparecimento

O corpo de Joaquim foi encontrado no dia 10 de novembro de 2013, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto - cidade onde o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada.

Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira após o desaparecimento um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto.

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. No domingo, porém, a Justiça concedeu um pedido de prisão temporária dos dois, válido por 30 dias. O menino vivia com a mãe, o padrasto e o irmão, Vitor Hugo.

No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.

Tags: crime, joaquim, menino, morte, SP

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.