Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

País

Padilha diz que está pronto para deixar Saúde: "só dependo do aval de Dilma"

Portal Terra

Pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta segunda-feira (6) que só aguarda a decisão da presidente Dilma Rousseff para deixar o cargo.  

Segundo Padilha, em reunião no mês de novembro a presidente pediu para todos os ministros com intenção de se lançarem candidatos na eleição de outubro de 2014 se prepararem para a descompatibilização no final do mês de janeiro.  

“Só dependo do aval da presidente Dilma. Já fiz a minha mudança e levei todos os pertences de volta pra São Paulo. No Ministério da Saúde nós nos preparamos para que eu deixasse o cargo agora ao longo do mês de janeiro, conforme pedido da presidente em novembro. Mas quero servir o governo até o momento que ela achar mais adequado e propício para deixarmos os ministérios”, disse o ministro.  

Durante inauguração de uma unidade clínica da Rede Hora Certa na Lapa, região Oeste de São Paulo, Padilha se negou a responder se o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do ministério, Mozart Sales, será mesmo o novo titular da Saúde após a minirreforma ministerial que a presidente pretende fazer nos próximos dias.  

“Nomeação de ministro só quem faz é a presidente Dilma”, afirmou. Bombardeado por perguntas sobre a gestão de Geraldo Alckmin à frente do governo de São Paulo e sobre os problemas do Estado, Padilha disse que só vai entrar nessa seara após a descompatibilização. “Estou hoje aqui como ministro da Saúde. Anotem todas as perguntas que a partir de fevereiro, se a presidente deixar, vou responder uma a uma. Por enquanto sou apenas ministro da Saúde”, brincou.

Questionado sobre um possível regime que teria iniciado para aguentar a maratona de candidato e aparecer melhor nos programas de TV, Padilha confirmou estar em constante dieta alimentar, mas disse não haver relação com a campanha eleitoral.  “É meu papel como ministro da Saúde fazer atividade física e dar exemplo de alimentação saudável. O único regime que eu tenho é o de trabalho e de andar muito”, desconversou.

Ao inaugurar a unidade da "Rede Hora Certa" na Lapa, que terá sede dentro do antigo Hospital Sorocabana, Alexandre Padilha confirmou que o ministério ajudará a secretaria municipal de Saúde de São Paulo a “estatizar” um terceiro hospital privado na cidade que se encontra fechado.  Assim como aconteceu como o Santa Marina, no Jabaquara, e o próprio Sorocabana, na Lapa, o hospital Vasco da Gama, na região do Belém (Zona Leste), deve passar para as mãos do município e voltar a funcionar até o final da gestão Fernando Haddad, segundo informações do ministro e do próprio prefeito da cidade, que acompanhou a inauguração.  

De acordo com Haddad, as negociações para desapropriação do Hospital Vasco da Gama estão avançadas e a cessão do terreno e do prédio deve acontecer ainda neste ano. Assim que o hospital for desapropriado pela prefeitura, o Ministério da Saúde deve ingressar com recursos para reformas e compra de equipamentos novos.  

Com a unidade inaugurada nesta segunda-feira, São Paulo passa a contar com seis unidades fixas da "Rede Hora Certa" do governo federal. A unidade tem capacidade de realizar 8,4 mil consultas por mês, além de 2,1 mil exames e 400 cirurgias mensais. A unidade teve investimento do Ministério da Saúde na ordem de R$ 1,5 milhão para aquisição de equipamentos e outros R$ 1,7 milhão da prefeitura para reforma e adequação do prédio, que hoje abriga o desativado Sorocabana.  “Com esta unidade, a população tem acesso consultas com especialistas, exames e, se necessário, uma cirurgia. Tudo no mesmo local, assim é possível reduzir o tempo de espera e usuário ganha mais agilidade no atendimento”, disse Padilha.  

Tags: campanha, eleitoral, Governo, Padilha, SP

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