Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

País

Polícia prende 10 pessoas por ataques no Maranhão

Secretário de Segurança revela que criminosos pretendiam incendiar 20 ônibus

Portal Terra

Dez pessoas foram presos até a tarde deste domingo suspeitas de envolvimento com os ataques a coletivos e delegacias na cidade de São Luís (MA). Oito são maiores de 18 anos e dois adolescentes. Eles foram apresentados neste domingo pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, durante entrevista coletiva. 

O secretário estadual de segurança, Aluísio Mendes, disse que o objetivo do grupo criminoso era incendiar 20 ônibus. Foram presos Hilton John Alves Araújo, 27 anos, conhecido como Praguinha; Jorge Henrique Amorim Martins, 21 anos, conhecido como Dragão, Wilderley Moraes, 25 anos, conhecido como Paikan; Diego da Silva do Carmo, 20 anos, conhecido como Mocozinho; Francisco Antônio Lobato Júnior, 26 anos, conhecido como Frazão; Rogenilson Boaventura Brito, 22 anos, conhecido como Pelado; Luis Gustavo do Nascimento, 18 anos, conhecido como Melônio; e Ismael Caldas de Sousa, 25 anos, conhecido como Piranha. 

Segundo o secretário, os atentados foram coordenados de dentro da Penitenciária de Pedrinhas e, por isso, a partir de segunda-feira, uma delegacia será instalada dentro do complexo penitenciário. Esse distrito funcionará por 24 horas e terá como objetivo agilizar as ocorrências que acontecerem nas casas de detenções da capital do Estado. 

Na noite da última sexta-feira (3), quatro coletivos foram incendiados, uma delegacia foi alvo de um atentado, cinco pessoas foram vítimas de tentativa de homicídio e o sargento reformado da PM Antônio César Serejo morto. 

Laudo médico divulgado neste domingo confirma que ainda corre risco de morte Ana Clara Santos Sousa, 6 anos. Ela está internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), no leito de isolamento, do hospital estadual Juvêncio Matos, pois teve 90% do corpo queimado durante o atentado que incendiou um ônibus no bairro da Vila Sarney.  Lorane Beatriz Santos, 1 ano e cinco meses, também é atendida no hospital Juvêncio Matos. As outras vítimas receberam os primeiros cuidados, no Socorrão II, na Cidade Operária, mas, foram transferidas para o hospital Tarquínio Lopes Filho, na Madre Deus.

Tags: crise, intervenção, Maranhão, prisional, Sistema

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