Jornal do Brasil

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

País

Polícia prende 10 pessoas por ataques no Maranhão

Secretário de Segurança revela que criminosos pretendiam incendiar 20 ônibus

Portal Terra

Dez pessoas foram presos até a tarde deste domingo suspeitas de envolvimento com os ataques a coletivos e delegacias na cidade de São Luís (MA). Oito são maiores de 18 anos e dois adolescentes. Eles foram apresentados neste domingo pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, durante entrevista coletiva. 

O secretário estadual de segurança, Aluísio Mendes, disse que o objetivo do grupo criminoso era incendiar 20 ônibus. Foram presos Hilton John Alves Araújo, 27 anos, conhecido como Praguinha; Jorge Henrique Amorim Martins, 21 anos, conhecido como Dragão, Wilderley Moraes, 25 anos, conhecido como Paikan; Diego da Silva do Carmo, 20 anos, conhecido como Mocozinho; Francisco Antônio Lobato Júnior, 26 anos, conhecido como Frazão; Rogenilson Boaventura Brito, 22 anos, conhecido como Pelado; Luis Gustavo do Nascimento, 18 anos, conhecido como Melônio; e Ismael Caldas de Sousa, 25 anos, conhecido como Piranha. 

Segundo o secretário, os atentados foram coordenados de dentro da Penitenciária de Pedrinhas e, por isso, a partir de segunda-feira, uma delegacia será instalada dentro do complexo penitenciário. Esse distrito funcionará por 24 horas e terá como objetivo agilizar as ocorrências que acontecerem nas casas de detenções da capital do Estado. 

Na noite da última sexta-feira (3), quatro coletivos foram incendiados, uma delegacia foi alvo de um atentado, cinco pessoas foram vítimas de tentativa de homicídio e o sargento reformado da PM Antônio César Serejo morto. 

Laudo médico divulgado neste domingo confirma que ainda corre risco de morte Ana Clara Santos Sousa, 6 anos. Ela está internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), no leito de isolamento, do hospital estadual Juvêncio Matos, pois teve 90% do corpo queimado durante o atentado que incendiou um ônibus no bairro da Vila Sarney.  Lorane Beatriz Santos, 1 ano e cinco meses, também é atendida no hospital Juvêncio Matos. As outras vítimas receberam os primeiros cuidados, no Socorrão II, na Cidade Operária, mas, foram transferidas para o hospital Tarquínio Lopes Filho, na Madre Deus.

Tags: crise, intervenção, Maranhão, prisional, Sistema

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