Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Setembro de 2014

País

Suspeito de matar taxista em Porto Alegre conhecia vítima

Portal Terra

O taxista João da Silva Rodrigues, 61 anos, morto na manhã de sexta-feira durante um assalto a um posto de gasolina, em Porto Alegre, conhecia o suspeito do crime, identificado neste sábado como Teimis Magno Cardoso Cunha, 23 anos, que já teve sua prisão decretada pela Justiça. A polícia busca a motivação do crime, já que o motorista pode ser sido morto com dois tiros por uma desavença com o assaltante.

O crime aconteceu na manhã de sexta-feira, quando Cunha assaltou o posto de gasolina, onde já tinha trabalhado, e ao sair encontrou o taxista, que chegava para o trabalho. Após roubar R$ 300, o suspeito partiu em direção à vítima pediu dinheiro e deu dois tiros.

Na fuga, ele abordou um segundo taxista que o levou até a Vila Conceição. Este motorista também foi assaltado, e a polícia chegou a ele por meio do boletim de ocorrência registrado na delegacia.

Cunha era ex-funcionário do posto assaltado. Ele é usuário de crack, e tinha sido demitido por seu comportamento violento. Em novembro de 2013 ele agrediu fisicamente uma colega funcionária, que precisou de atendimento médico. “Ele deu um chute no peito da colega e, mesmo com ela inconsciente no chão, continuou as agressões”, relatou o delegado Joel Wagner, que cuida das investigações na Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Foi  no período em que trabalhou como frentista que teria surgido a desavença que pode ter sido a causa de sua morte de Rodrigues. “Eles tinham discutido por conta de abastecimento... e teria tentado agredir o taxista”, conta o delegado, que busca elucidar se no momento do crime “a desavença falou mais alto”.

A polícia identificou o suspeito ainda na noite de ontem. Durante as diligências na pensão onde vivia foram encontradas uma mochila e um casaco, usados no dia do assalto, e uma touca ninja, além de documentos e fotografias 3x4, que mostram que o suspeito possui uma espécie de “M” tatuado na testa.

A polícia diz que apesar de Cunha não ter passagens por delitos mais graves, apenas por lesão corporal, isso não significa que não seja perigoso. “Ele está armado, tem comportamento violento e é usuário de drogas”, afirmou o delegado, que continua com as buscas para a prisão do suspeito.

Quaisquer informações que possam ajudar na captura do suspeito podem ser repassadas à polícia por meio dos telefones 0800 644 9855 ou pelo 181, com anonimato garantido.

Tags: assassinato, capital, motorista, RS, taxi

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