Jornal do Brasil

Sexta-feira, 18 de Abril de 2014

País

Polícia indicia padrasto do menino Joaquim por homicídio

Portal Terra

O técnico em TI Guilherme Longo foi indiciado no início da tarde desta quinta-feira por homicídio. Ele é suspeito da morte de seu enteado, o menino Joaquim Pontes Marques, 3 anos, em Ribeirão Preto (SP). Como havia antecipado ontem o delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Martins de Castro, a mãe de Joaquim, a psicóloga Natália Ponte, não foi indiciada. 

Ontem, o delegado afirmou que Guilherme seria indiciado por homicídio doloso triplamente qualificado, mas a qualificadora não foi confirmada. A principal suspeita é que o menino, que era diabético, tenha sido morto após uma superdosagem de insulina.

Desaparecimento

O corpo de Joaquim foi encontrado no dia 10 de novembro de 2013, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto - cidade onde o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada.

Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira, um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto.

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. No domingo, porém, a Justiça concedeu um pedido de prisão temporária dos dois, válido por 30 dias. O menino vivia com a mãe, o padrasto e o irmão, Vitor Hugo.

No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.

Tags: criança, morte, país, prisão, SP

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