Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Abril de 2014

País

STJ nega saída de Champinha de hospital psiquiátrico

Em 2003, ele liderou grupo que estuprou e matou a estudante Liana Friedenbach

Jornal do BrasilLuiz Orlando Carneiro

A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça negou nesta terça-feira (10/12), por unanimidade, recurso de habeas corpus de Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha. Ele vai continuar internado numa Unidade Experimental de Saúde, em São Paulo, na condição de “interditado”, tendo em vista a sua periculosidade.

Há dez anos, quando tinha 16 anos, ele comandou um crime brutal em São Paulo: o sequestro e o assassinato do casal de namorados Liana Friedenbach e Felipe Caffé, na época com 16 anos e 19 anos, respectivamente, e que estavam acampados em zona rural situada a 36 quilômetros do centro da capital paulista.

O crime

As vítimas foram mantidas em cativeiro e torturadas. Felipe foi morto com um tiro na nuca. A jovem ainda foi violentada diversas vezes antes de morrer esfaqueada até a morte por Champinha. Os corpos deles só foram encontrados cinco dias depois do crime.

Em 2006, os outros criminosos – que eram maiores – receberam as seguintes condenações: Antonio Caetano da Silva, 124 anos de prisão; Aguinaldo Pires, a 47 anos; Antônio Matias, 6 anos; Paulo César da Silva Marques, 110 anos. Champinha não foi julgado por ser menor de idade, mas recebeu a penalidade máxima, por ato infracional grave, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): internação máxima de três anos em unidade para adolescentes infratores.

Champinha acabou internado em unidade criada por decreto estadual para o isolamento de adolescentes com distúrbios psiquiátricos graves. Ele foi diagnosticado com um grau severo de periculosidade.

O relator do recurso ao STJ foi o ministro Luís Salomão, que substituiu o seu colega Arnaldo Esteves Lima, atual corregedor, que já negara o pedido de liminar. No seu voto-condutor, Salomão afirmou que o Estado “não pode ser mero espectador diante de quem coloque em risco a si e a outros”.

Tags: champinha, justiça, morte, sentença, superior, Tribunal

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