Jornal do Brasil

Sábado, 19 de Abril de 2014

País

Governo critica ranking de universidades de países emergentes

Portal Terra

Após ficar de fora das 10 melhores universidades entre países emergentes, ranqueadas pela Times Higher Education (THE), o governo brasileiro apontou divergências sobre a metodologia usada pela instituição. Segundo o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), Luiz Cláudio Costa, alguns fatores da realidade brasileira são avaliados de maneira negativa.

Dentre as queixas está o fato de o critério estrangeiro considerar negativo um elevado número de alunos por professor nas universidades, enquanto o Brasil tenta justamente ampliar o acesso ao ensino superior. Outro ponto divergente é o equilíbrio entre cursos de graduação e de pós-graduação. Para o instituto, quanto menor a diferença, melhor. O governo alega que há uma política de ampliação dos cursos de graduação, o que faz necessariamente com que essa diferença se amplie.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou também que os programas de iniciação científica – característicos do ensino superior brasileiro – não são considerados pela Times Higher Education. A avaliação do governo é a de que o Brasil está bem entre os emergentes, mas que poderia estar melhor se a metodologia fosse ajustada.

O ranking THE avaliou universidades de 18 economias emergentes, das quais fazem parte o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China (Bric). Dentre as brasileiras, a mais bem colocada foi a Universidade de São Paulo, em 11º lugar. A China foi destaque no ranking, com 23 instituições de ensino na lista, inclusive as duas melhores colocadas. 

O Brasil, por outro lado, aparece com quatro universidades entre as 100 melhores das economias emergentes - além da USP, aparecem Unicamp (24), UFRJ (60) e Unesp (87). O segundo país com maior número de universidades no ranking é Taiwan, com 21.

Tags: ensino, LISTA, melhores, Mercadante, programas

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