Jornal do Brasil

Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

País

SP: delegado afirma que Joaquim foi morto dentro de casa

Portal Terra

O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pela investigação da morte do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, em Ribeirão Preto (SP), afirmou nesta terça-feira que a criança morreu dentro de sua casa, onde morava com sua mãe, a psicóloga  Natália Ponte, e seu padrasto, Guilherme Longo. 

Castro afirmou que aguarda a entrega de diversos laudos - como o toxicológico, feito nos órgãos e no sangue da criança -, relatórios das ligações telefônicas feitas e recebidas por Natália e Guilherme e familiares próximos ao casal, e também o rastreamento dos telefones celulares do casal.

Castro se disse “convicto” de que o menino morreu ainda dentro da casa onde vivia com os pais. “Os depoimentos, as investigações, as diligências... Tudo indica que (Joaquim) morreu dentro de casa”, afirmou o delegado. “Ainda aguardo os laudos para ter certeza.”

Apesar de ainda aguardar a entrega dos laudos, Castro pretende encerrar o inquérito do caso até a próxima semana. A prisão temporária de Nátália e Guilherme vence na próxima terça-feira (10). 

Desaparecimento

O corpo de Joaquim foi encontrado no dia 10 de novembro de 2013, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto - cidade onde o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada.

Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira, um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto.

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. No domingo, porém, a Justiça concedeu um pedido de prisão temporária dos dois, válido por 30 dias. O menino vivia com a mãe, o padrasto e o irmão, Vitor Hugo.

No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.

Tags: criança, diabete, menino, morte, SP

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