Desde a madrugada desta sexta-feira, funcionários da Carris, em Porto Alegre (RS), bloqueiam a saída de ônibus da garagem da empresa pública de transporte coletivo. A paralisação não tem previsão de término.
Segundo a assessoria de imprensa da Carris, apenas seis ônibus conseguiram sair às ruas da capital gaúcha. De acordo com o órgão, há um grupo que não aderiu à mobilização tentando sair da garagem com os veículos, mas é impedido pelos manifestantes. A Brigada Militar está no local.
O presidente da comissão de negociação, Alceu Weber, informou que a manifestação é contra as demissões por justa causa e os problemas na administração da empresa. "Há uma campanha para a entrega da Carris para a iniciativa privada porque há prejuízo. Essa empresa sempre deu lucro e por que agora não mais? O que há é um processo de má gestão na empresa. Estão atribuindo ao valor de tarifa, mas é inverdade informar. Existe um inchaço de CCs (cargos de confiança)", explicou Weber.
Segundo o presidente, o grupo de cerca de 600 pessoas também protesta contra nove demissões por justa causa. A assessoria da Carris negou a informação e disse que houve apenas uma demissão por justa causa nos últimos meses.
Os funcionários também se manifestam contra a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança por motoristas e cobradores. "Os veículos urbanos não são feitos para que os funcionários fiquem com uma postura adequada. Eles ferem a questão ergonômica e ergométrica, não existe mobilidade. Não é justo para o passageiro circular desprovido de cinto e nós termos o acessório. Circulamos com velocidade limitada justamente para evitarmos acidentes", alegou. A EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) e a Carris se mostraram intransigentes nas negociações. Estamos argumentando e eles simplesmente dizem não", completou.
Pelo twitter, a EPTC divulgou a paralisação dos funcionários da Carris. O órgão informou que a alternativa para os passageiros é realizar integração com outras linhas na área central.