Jornal do Brasil

Quarta-feira, 19 de Junho de 2013

País

MP vai denunciar crimes em UTI de hospital de Curitiba

Crimes teriam sido comandados pela médica Virgína Soares de Souza, que está presa

Portal TerraRoger Pereira

Curitiba - A Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública de Curitiba, órgão do Ministério Público (MP) do Paraná, informou que entrará com denúncia nesta segunda-feira pelos crimes ocorridos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) geral do Hospital Evangélico de Curitiba. Segundo a promotoria, a denúncia envolve crimes (antecipação de óbitos) ocorridos entre janeiro de 2006 e fevereiro de 2013, período em que a UTI foi comandada pela médica Virgína Soares de Souza, presa no dia 19 de fevereiro pelo Núcleo de Repressão a Crimes contra a Saúde, da Polícia Civil do Paraná.

Virgína Soares de Souza foi denunciada por homicídio qualificado e formação de quadrilha
Virgína Soares de Souza foi denunciada por homicídio qualificado e formação de quadrilha

Ela foi denunciada por homicídio qualificado e formação de quadrilha. Além de Virgínia, outros quatro médicos e uma enfermeira foram indiciados pela Polícia Civil, que entregou o inquérito na última semana ao MP. Nesta segunda-feira, vencia o prazo legal para o oferecimento da denúncia, que foi confirmada pela promotoria em nota distribuída nesta manhã.

Ontem, o programa Fantástico, da Rede Globo, veiculou uma entrevista com a médica, que defendeu-se afirmando que nunca foi "negligente, nunca fui imprudente, nunca tive uma infração ética registrada, uma queixa, e exerci a medicina de forma consciente e correta". Durante a entrevista, a ex-chefe da UTI argumentou que as testemunhas que depuseram contra ela "não sabem do que estão falando porque não são médicas". Ela também afirmou que algumas das testemunhas foram demitidas e que quiseram se vingar.

Tags: médica, morte, paraná, Sul, uti

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