Promotoria minimiza depoimento de Bruno: 'haverá punição exemplar'
A promotoria do julgamento do goleiro Bruno Fernandes considerou que o depoimento do ex-jogador do Flamengo, prestado na tarde desta quarta-feira, não teve tom de confissão. Por isso, não trabalha com a hipótese de que ele tenha a pena reduzida por colaborar com as investigações. O promotor de Justiça, Henry Vasconcelos, disse que pedirá que Bruno receba condenação máxima.
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"Ele não confessou. Não há, sequer, traço de confissão. Ele, claramente, delatou o Bola (o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos), mas não assumiu nenhuma responsabilidade", afirmou o promotor.
Para Vasconcelos, a situação de Bruno não se assemelha à de Luiz Henrique Romão, o Macarrão. Julgado em novembro, o ex-secretário do goleiro confessou participação no crime e teve sua pena abreviada. Ainda que tenha considerado o depoimento de Bruno mais próximo do que os autos apontam o que realmente aconteceu, o promotor ressaltou que Bruno não assumiu nada.
"A situação dele é sensivelmente diversa da do Macarrão, que, embora tenha mentido em determinados pontos, confessou participação no crime", observou.
O promotor salientou que Bruno fez uma delação simples, que, do ponto de vista legal, não tem nenhum efeito para que possa se refletir em algum benefício para ele próprio. "Até onde ele andou, ele continua, sem trocadilhos, no 'bico do urubu'", comentou, de forma bem humorada, o promotor, sobre a situação do ex-jogador do Flamengo.
Henry Vasconcelos frisou que, caso a juíza Marixa Fabiane conceda um benefício para Bruno semelhante ao que foi dado a Macarrão, a promotoria pretende recorrer do veredicto. "Tudo sugere que haverá uma exemplar condenação", opinou.

