Expectativa é que sentença de Bruno e Dayanne seja proferida hoje
julgamento do caso Eliza Samudio será retomado às 9h desta quinta-feira com o início dos debates entre defesa e acusação no Fórum de Contagem (MG), região metropolitana de Belo Horizonte. Em seguida, a expectativa é que seja proferida a sentença de Bruno e de sua ex-mulher Dayanne do Carmo. O goleiro responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado da ex-modelo. Já Dayanne é acusada de sequestro e cárcere privado do filho de Eliza.
De acordo com o roteiro divulgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), o promotor Henry Vasconcelos será o primeiro a falar. Ele terá o tempo de duas horas e meia. Na sequência, a defesa também terá a palavra, também por duas horas e meia, tempo que deve ser dividido entre os advogados dos dois réus.

Se houver réplica, o promotor pode falar por mais duas horas. Caso aja tréplica, os advogados terão a palavra por mais duas horas, que também deve ser dividido entre os advogados dos dois réus.
Após a fase de debates, os jurados se reúnem em uma sala com juiz, promotor e advogados para proceder à votação dos quesitos, que determinará o veredicto – se absolvem ou condenam os réus. Eles respondem apenas “sim” ou “não” às perguntas formuladas, colocando em uma urna as cédulas próprias.
Após a votação, a juíza faz a apuração dos votos. A sentença, com o resultado do júri, é lida em plenário. Se houver condenação, a juíza estabelece a pena, determinando o tempo que cada réu cumprirá.
Depoimento
Ontem, o goleiro Bruno prestou depoimento por mais de seis horas. No ápice do julgamento, após muito choro, o atleta deixou escapar que "não mandou, mas aceitou o crime". O réu também reconheceu que foi omisso. "As coisas aconteceram na minha frente, eu deixei. Por isso, de certa forma, me sinto culpado", analisou.
Por longas horas, Bruno ficou sentado no banco dos réus e respondeu a todas as perguntas feitas pela juíza Marixa Fabiane. No entanto, a defesa decidiu que ele não responderia aos questionamentos da acusação. Com isso, as mais de 50 perguntas feitas pela promotoria não foram rebatidas.
Bruno também não quis responder as perguntas do advogado de Bola, Ércio Quaresma, e, inclusive, se retirou do plenário. Logo após, algumas perguntas pontuais dos jurados foram respondidas. A juíza encerrou os trabalhos por volta das 20h20 e determinou que o goleiro retornasse para a penitenciária Nelson Hungria.

