Caso Bruno: promotoria deixa plenário contente com depoimento de Dayanne
Após mais um intenso dia de julgamento do caso Bruno, que acontece no fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, o promotor de justiça, Henry Vasconcelos, deixou o plenário contente. Segundo ele, o depoimento de Dayanne Rodrigues foi importante e teve uma pequena confissão.
“Ela sabia que a criança era sequestrada, porém, não sabia do destino da Eliza, pois também poderia responder por este crime. Dayanne reconheceu que, a partir do momento em que foi orientada a não falar nada, ela sabia do crime. Ela inclusive se apresentou na polícia, afirmou que não conhecia a criança e disse que era a mulher de Bruno que estava desaparecida”, disse.
Vasconcelos explicou ainda que o testemunho de Dayanne na noite desta terça-feira foi prejudicial ao Bruno. “O depoimento dela compromete o ex-atleta. Ele sabia dos acontecimentos. Querem um exemplo disso? Bruno não deixou Dayanne entrar no sítio. Depois de muita insistência dela, ele a levou até o quarto e disse: ‘está aí sua amiguinha’. Isso mostra bem como ele tratava suas mulheres”, afirmou.
Pela primeira vez o promotor Henry Vasconcelos colocou Bruno na cena do crime. Ele mostrou os indícios que tem para confirmar que o atleta esteve presente na residência de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
“O Sérgio retratou isso. Bruno seguiu com Jorge, Macarrão e Bola. Conforme depoimento de Sérgio, que foi exibido em vídeo hoje no plenário, ele foi ao local do crime. A promotoria atenta percebeu pontos: a ligação do celular do Jorge para Dayanne, o registro da portaria do sítio que confirmou que Bruno chegou cerca de cinco minutos antes dos outros no carro que tinha dado de presente a Macarrão, além da reconstituição de Sérgio”, argumentou.
Henry finalizou a entrevista afirmando que espera a condenação do ex-atleta. “A confissão beneficia somente ele. Mas se não quiser a promotoria tem provas suficientes, fortes e é dispensável a declaração dele. Eu quero que ele seja condenado, porque é justo”, disse.

