Jornal do Brasil

Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

País

Julgamento de Bruno deve ser retomado com depoimentos de testemunhas

Portal TerraNey Rubens

Outras três testemunhas devem ser ouvidas no segundo dia do julgamento do caso Eliza Samudio, previsto para iniciar às 9h desta terça-feira. A expectativa é que na parte da tarde sejam interrogados o goleiro Bruno e sua ex-mulher Dayanne do Carmo, réus do processo. O júri popular começou ontem no Fórum de Contagem (MG), região metropolitana de Belo Horizonte. 

Pela acusação, deve ser ouvido Jailson de Oliveira, detento que denunciou um suposto plano para matar a juíza Marixa Fabiane e outras seis pessoas. Ele teria ouvido do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, o plano armado por Bruno e que seria executado pelo traficante Nem da Rocinha, do Rio de Janeiro.

Sentado no banco dos réus, goleiro Bruno chora e seca as lágrimas com lenço dado por um advogado
Sentado no banco dos réus, goleiro Bruno chora e seca as lágrimas com lenço dado por um advogado

Enquanto estavam juntos na penitenciária, Oliveira teria escutado ainda uma confissão de Bola, dizendo que teria matado Eliza e que "nunca iriam encontrar os restos mortais, a não ser que os peixes falassem". O detento também denunciou a suposta participação do policial aposentado José Lauriano de Assis, o Zezé, recentemente incluído no rol de suspeitos. Zezé chegou a ser investigado em 2010, mas não foi indiciado. 

Para prestar o depoimento, Oliveira será transportado por um esquema de segurança da penitenciária da região metropolitana onde está preso até o Fórum de Contagem. 

Também arrolado pela acusação, o júri ouvirá João Batista Guimarães, policial que acompanhou o depoimento do ex-motorista de Bruno, Cleiton da Silva Gonçalves, o Cleitão, durante a investigação. A terceira testemunha prevista é Célia Aparecida da Silva, prima do Bruno, arrolada pela defesa da Dayanne. Ela é irmã de Sérgio Rosa Sales, morto no ano passado. 

Carta precatória

Renata Garcia, assistente jurídica do centro de internação de menores onde, na época, o primo do goleiro, Jorge Luiz Rosa, deu depoimento, será ouvida por carta precatória. Ela acompanhou o depoimento de Jorge dada a delegada Ana Maria dos Santos, que depôs ontem no julgamento. Renata foi arrolada pela acusação para confirmar as informações passadas por Jorge, já que ele foi intimidado e não compareceu.

Ao todo, das 15 testemunhas previstas para depor, três não compareceram. Outras sete foram dispensadas.

Primeiro dia

O primeiro dia do julgamento foi considerado um sucesso tanto pela defesa quanto pela acusação. Em oito horas de trabalhos, o principal fato que marcou o dia foi o depoimento da delegada Ana Maria dos Santos, que iniciou a investigação em 2010, quando o desaparecimento e a morte da ex-modelo aconteceram. 

Durante mais de cinco horas de depoimento, a delegada expôs o início das investigações e contou detalhadamente a oitiva de Jorge Luiz Rosa, dada dias após a data do crime.

Durante todo o dia, na porta do Fórum, havia a especulação de que o ex-goleiro do Flamengo confessaria o crime, em um possível acordo entre defesa e acusação. O promotor Henry Vasconcelos, porém, salientou que essa possibilidade não acontecerá.

No início dos trabalhos, Bruno chorou e leu a Bíblia. Já Dayanne mostrou tranquilidade e até sorriu em alguns momentos. 

Tags: bruno, Caso, eliza, Fla, Goleiro

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