Justiça nega pedido de prorrogação da prisão de sócio da Kiss
A Justiça de Santa Maria negou nesta quarta-feira o pedido de prorrogação da prisão temporária de Elissandro Callegaro Spohr, o Kiko, um dos sócios da boate Kiss, onde 239 pessoas morreram após um incêndio há um mês. O empresário está detido penitenciária estadual da cidade, onde também estão presos dois membros da banda Gurizada Fandangueira e o outro sócio da casa nortuna.
O advogado de Kiko, Jader Marques, pediu a prorrogação da prisão por mais 30 dias por entender que eram necessárias outras diligências, como acareações e reconstituições, antes de concluir o inquérito policial. O Ministério Público (MP) já havia se manifestado contrário ao pedido.
Ao negar a solicitação do advogado, o juiz Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Federal, disse que a prisão temporária tem prazo fixo e determinado. "(A prisão) era necessária para o êxito das investigações. Inadmissível, porém, no presente momento, prorrogar-se a segregação de medida decretada por prazo fixo, como requer a defesa, mormente se já existem elementos suficientes à conclusão do inquérito policial. Até porque a lei só a permite uma única vez", afirmou o magistrado.
?Louzada ainda seguiu o entendimento do Ministério Público ao destacar que o pedido feito pela defesa do empresário não é legítimo, uma vez que a solicitação de prorrogação da prisão só pode ser feita pela Polícia Civil e pelo MP.
O advogado havia dito que o dono da Kiss gostaria de ficar frente a frente com pessoas que teriam dado na polícia, na visão dele, versões que não seriam verdadeiras. "Esse pedido (de prorrogação da prisão) é um dos mais difíceis da minha carreira", disse Marques, ressaltando que a solicitação se referiria somente a seu cliente e que ele não conversou com os advogados dos outros presos.

