Jornal do Brasil

Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

País

Lindbergh: nenhum partido pode dar ultimato à presidente

Senador subiu o tom em reação à nota do PMBD

Jornal do Brasil

O pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro em 2014, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) subiu o tom nesta terça-feira (26) ao criticar nota do PMDB do Estado contra sua candidatura. Lindbergh disse que seu nome "está colocado" e nenhum partido tem o direito de dar um "ultimato" à presidente da República ou ao PT.

"As coisas não funcionam assim, se dando ultimato à presidente da República. Eu trabalhava para liderar uma frente, inclusive com o PMDB, mas se o PMDB quiser lançar candidatura própria deles, eles têm todo o direito. O que não pode é eles decidirem sobre o que a gente vai fazer. Quem decide é a gente", disse.

Lindbergh afirmou ter a "convicção" de que Dilma e o ex-presidente Lula, mesmo pressionados por peemedebistas, não irão pedir para que retire a candidatura. "Não existe esse pedido."

Senador está certo de que nem Lula ou Dilma pedirão retirada de sua candidatura
Senador está certo de que nem Lula ou Dilma pedirão retirada de sua candidatura

Apesar de o PMDB defender que o PT apoie a candidatura do vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), o senador disse não acreditar que o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) seja o responsável pelas articulações do partido que levaram à divulgação da nota.

"Não acho que essa foi uma forma elegante de tratar desses temas. O elegante é a conversa. Não fica bem ninguém dar declaração tentando colocar na parede. Eu tenho certeza que o Sérgio Cabral não faria desta forma."

O senador afirmou que o programa do PT estadual nesta semana no rádio e na TV, elaborado pelo marqueteiro João Santana, foi o estopim para a reação peemedebista. Lindbergh foi o protagonista da propaganda.

"O programa deu muita repercussão no Rio. Talvez isso tenha esquentado um pouco o clima, as paixões. Considero as declarações meio apaixonadas, e não calmas. Se você analisar bem, uma declaração como essa não é demonstração de força. Parece que a nossa candidatura está incomodando. Parece demonstração de fraqueza", disse.

Integrantes do PT nacional atribuem a responsabilidade pelas articulações do ataque ao presidente da sigla no Estado, Jorge Picciani.

Ele estaria "ressentido", segundo petistas, pelo fato de Lula ter apoiado Lindbergh e Marcelo Crivella (PRB-RJ) na disputa ao Senado, em 2010, quando foi candidato derrotado ao Senado.

Veja a nota do PMDB

A nota foi lançada na semana em que Lindbergh deve iniciar visita aos municípios do Rio para preparar sua candidatura. O senador chama essa fase de Caravana da Cidadania, como a realizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na década de 1990.

O texto, que será lido na convenção nacional do PMDB, marcada para o sábado, afirma que o chamado palanque duplo com candidatos do PT e do PMDB "não se sustenta" no Rio

"Todas as nossas lideranças e, sobretudo, a nossa militância apoiam Pezão, um gestor experiente e capaz. Sua candidatura é inegociável - não há hipótese de ele não ser candidato. Por tudo isso, o cenário de palanque duplo para a presidente Dilma não se sustenta. Trata-se de uma equação que não fecha e cujo resultado não será a soma, mas a subtração", diz a nota assinada por Picciani.

O documento será lido por seu filho, o deputado federal Leonardo Picciani, na convenção.

Em tom de ameaça, o PMDB cita na nota a votação recorde recebida por Cabral em 2010 e por Dilma no Estado no segundo turno de quando a presidente se elegeu.

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Tags: ataque, equação, força, fraqueza, JB

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