Detentos se rebelam e fazem reféns em prisão onde está o goleiro Bruno
Presos do pavilhão 1 da penitenciária Nelson Hungria, localizada em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, fazem uma rebelião desde as 9h desta quinta-feira. Segundo o 18º Batalhão da Polícia Militar, os presos mantêm uma professora e um agente penitenciário reféns. A Secretaria de Defesa Social informou que 90 presos estão no pavilhão.
Através de um celular, um detento, que se identificou como Daniel Cipriano, confirmou a rebelião e a presença de reféns em entrevista à rádio Itatiaia. De acordo com o detento, o motim é uma reivindicação à proibição de visitas de mulheres grávidas e mudança nos horários para que os parentes vejam os detentos. O preso ainda reclamou de supostas agressões e permitiu que a professora refém falasse com uma repórter. A vítima, que está dentro da cela, disse que está sendo bem tratada.

O detento exigiu a presença da imprensa e do deputado Durval Ângelo (PT), que é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas (ALMG). A presença do secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo de Carvalho Ferraz, também foi reivindicada. Agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) também foram acionados e já estão no local da rebelião.
O goleiro Bruno Fernandes está há dois anos e meio preso na penitenciária Nelson Hungria. Ainda não há informações se ele estaria envolvido no motim. Ele será julgado em 4 de março deste ano pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio.

