Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

País

MG: homem suspeito de matar argentina grávida é solto da prisão

Portal Terra

O homem suspeito de matar a empresária argentina Maria Silvina Valéria Perotti, 33 anos, com dois tiros na cabeça no último domingo, teve liberdade provisória concedida pela Justiça mineira na quarta-feira, em Belo Horizonte. De acordo com a determinação do juiz Carlos Roberto Loiola, não houve provas suficientes para que o suspeito fosse mantido preso. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira.

O técnico em eletrônica José Antônio Mendes de Jesus, 32 anos, namorado da vítima, é o principal suspeito do assassinato. Ele foi autuado em flagrante por homicídio doloso (com intenção de matar) e estava detido no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp). Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu no dia 10 deste mês, quando o casal saiu com o carro do bairro Nova Gameleira para fazer compras.

Duas testemunhas, uma delas um policial militar, teriam visto o momento em que o homem agarrou a vítima pelo pescoço e aplicou dois tiros na cabeça da mulher e, deixando o corpo no local. A argentina que estava grávida de 7 meses, foi socorrida e levada para o Hospital João XXIII, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a assessoria de imprensa da Fundação Hospital do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), os médicos tiveram que realizar uma cesariana de emergência e conseguiram retirar o recém nascido com vida. A criança continua internada em estado grave na UTI da Maternidade do Hospital Julia Kubistchek  

Nesta sexta-feira, a mãe da vítima, Sílvia Perotti, que mora na Argentina, chegou a Belo Horizonte para acompanhar o estado de saúde do neto e liberar o corpo da filha, que está no Instituto Médico Legal (IML). De acordo com a determinação do juiz, a liberdade provisória foi concedida porque os depoimentos colhidos não apresentaram informações suficientes, além, de não haver exame de perícia técnica das mãos do suspeito, que pudessem comprovar a presença de pólvora. E  também, devido a não localização da arma do crime.

Entretanto, segundo a decisão do magistrado, o técnico em eletrônica está proibido de se ausentar de Belo Horizonte, sem autorização judicial; deverá se recolher em domicílio no período das 22h às 6h e será obrigado a comparecer aos atos do inquérito e ação penal para os quais for intimado. De acordo com a assessoria de imprensa do Fórum Lafaiete de Belo Horizonte, o juiz considerou também o fato do suspeito ser réu primário, não ter registro criminal, ter trabalho e residência fixa na capital.

Tags: brasil, cadeia, crime, gerais, MINAS, país, penitenciário, Sistema

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