OAB: tortura era uma política oficial da Presidência da República
A Comissão da Verdade revelou que o governo militar determinou a todos os agentes públicos no Brasil e no exterior, a partir de 1972, que não atendessem a nenhum pedido de esclarecimento de organizações nacionais e internacionais sobre mortos e desaparecidos em consequência da repressão.
Para o conselheiro federal da OAB, Wadih Damous, "o documento mostra que a prática da tortura era uma política oficial da ditadura militar, a partir dos seus altos escalões, inclusive a própria Presidência da República".
Segundo Damous, "aos poucos, a Comissão Nacional da Verdade vai montando o organograma de funcionamento da barbárie inaugurada em 1964". O ex-presidente da OAB do Rio de Janeiro e agora conselheiro federal da entidade lembrou que o aparelho repressivo não expressava um Estado paralelo. "Era o próprio Estado brasileiro, tomado de assalto por golpistas militares e civis, que formulava as políticas de repressão, tortura e extermínio dos que a ele se opunham".
