Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

País

Técnicos fazem nova perícia na boate Kiss 

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Técnicos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) de Porto Alegre realizam uma nova inspeção, na manhã desta terça-feira, na boate Kiss, palco da tragédia que causou pelo menos 237 mortes no dia 27 de janeiro.

A vistoria tem como objetivo identificar o ponto exato onde começou o incêndio após um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira apontar um sinalizador para o teto da danceteria, onde estava instalada a espuma de poliuretano. A combustão do material é apontada pela Polícia Civil como a principal causa das mortes pela inalação de monóxido de carbono e ácido cianídrico.

Os peritos ainda devem vasculhar os escombros da casa noturna em busca de algum fragmento do "sputnik" ou algo que o teria deflagrado. A reconstituição do incêndio, em um primeiro momento, não ocorrerá.

Segundo o delegado Marcelo Arigony, será investigado também se os extintores utilizados na danceteria eram próprios para o local. Após a perícia, a Kiss será novamente lacrada até a conclusão do inquérito civil.

Já um dos sócios da boate, Elissandro Spohr, o Kiko, pode deixar o hospital em que está internado, em Cruz Alta, até o fim da tarde desta terça-feira. O depoimento dele é um dos mais esperados pela Polícia Civil, que cumpriu mandados de busca em estabelecimentos e na casa de Kiko atrás de documentos os quais comprovariam as suspeitas de que a boate funcionaria superlotada.

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna. Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 237 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. 

Tags: boate, mortos, RS, Santa María, Tragédia

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