Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Maio de 2013

País

Rose de Freitas: Não traiam o povo brasileiro

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Prossegue a sessão do Plenário que vai eleger a Mesa Diretora para o biênio 2013-2014. A fase atual é a dos discursos dos candidatos a presidente. Cada um tem 15 minutos para discursar.

A primeira a falar foi a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES). Ela disse que os parlamentares devem escolher hoje um(a) presidente que não a envergonhe perante a sociedade brasileira. “Os deputado não podem escolher um presidente que coloque a Casa sub júdice amanhã, sem que a sociedade saiba o que vai acontecer com seu Parlamento”, disse em discurso em Plenário. “Não rasguem a Constituição”, pediu aos deputados. “Não traiam o povo brasileiro”.

Ela reiterou que a candidatura do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) não é oficial, já que o partido não realizou eleições internas para escolher o candidato. “Minha candidatura não é avulsa; sou candidata pelo PMDB”, afirmou Rose.

Projetos de deputados

A deputada defendeu um Congresso Nacional forte e autônomo. “Este Parlamento não vota mais nenhum projeto de parlamentar. E, quando vota, é como se fosse um favor”, disse. Para ela, “o Poder Executivo não respeita o Parlamento brasileiro”. A parlamentar considera um desrespeito, por exemplo, o não pagamento das emendas parlamentares. “Em todos os meus mandatos, nunca vi o Executivo querer o Parlamento forte”, queixou-se. Rose disse querer que o Poder Legislativo se coloque “de igual para igual” com o Executivo e também com o Judiciário. A candidata considerou uma “ameaça” indevida do Judiciário, por exemplo, a posição do STF diante da não votação de novas regras do Fundo de Participação dos Estados (FPE) pelo Congresso.

Para ela, porém, o mais importante é que a Câmara “se coloque de pé” perante o povo brasileiro. “A cada momento encontramos parlamentares reclamando que este não é o Parlamento que esperavam; jovens parlamentares já se declararam desiludidos”, afirmou. “Mais de 60 parlamentares já disseram que não queriam votar. Se nós que estamos aqui sentimos isso, imagina o que sente a sociedade”, afirmou. Segundo ela, “a Casa chega ao ponto de votar (aumento de) salário escondido na madrugada”.

Tags: câmara, cargos, deputados, eleição, mesa

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