Jornal do Brasil

Sábado, 18 de Maio de 2013

País

Polícia prende três suspeitos de executar radialista em Goiânia

Portal Terra

A Polícia Civil de Goiás executou na manhã desta sexta-feira mandados de prisão contra três homens que teriam participado diretamente da execução do radialista e comentarista esportivo Valério Luiz de Oliveira. O radialista de 49 anos morreu após ser alvejado por seis tiros em 5 de julho do ano passado, quando deixava a sede da Rádio Jornal 820, onde trabalhava, no Setor Serrinha, em Goiânia.

A delegada Adriana Ribeiro, responsável pela investigação, disse que não há dúvida da participação dos três no crime, já que um dos homens, em depoimento,  já teria confessado a execução de Valério. Os outros dois seriam ouvidos durante esta tarde, mas, de acordo com a investigação, mesmo não puxando o gatilho, teriam assessorado o crime. "Nós temos todo um conjunto de provas testemunhais e técnicas que nos dão conta da participação de cada um deles no evento", disse. Eles estão presos temporariamente por 30 dias, mas a prisão pode ser prorrogada.

Para não prejudicar o trabalho da polícia, os nomes dos suspeitos - e as ações exatas de cada um deles no crime - não foram divulgados pela delegada, que apenas confirmou as profissões dos três homens. Eles seriam um açougueiro, um motorista (funcionário de uma outra pessoa que também estaria sob investigação) e um policial, sargento da PM. Um dos suspeitos já teria passagem pela polícia. Questionada se haveria provas de que o crime teve mandantes, a delegada disse que ainda não há provas para sustentar isso. "Neste momento, é prematuro ficar divagando sobre isso", despistou.

Além disso, a motivação do crime também ainda não foi revelada. A polícia ainda não tem provas de que a atividade profissional de Valério Luiz, que era conhecido por comentários críticos e fortes, principalmente em relação a times de futebol goianos, motivou sua execução. Dirigentes do Atlético-GO chegaram a ser ouvidos no inquérito, dentro de uma das linhas de investigação, mas não há confirmação por parte das autoridades da Segurança Pública de Goiás da participação de um empresário ligado ao clube no assassinato do cronista.   

A delegada Adriana Ribeiro disse que também foram cumpridos mandados de busca e apreensão de provas técnicas para fundamentar as acusações contra os suspeitos. "Eles estão sendo cumpridos no sentido de dar andamento as investigações, para podermos concluir se houve mais participações, de outras pessoas", afirmou, em entrevista coletiva, na Delegacia de Homicídios de Goiânia. Um dos locais onde as buscas aconteceram foi uma casa próxima à rádio, onde um dos suspeitos morava e onde haveria provas de que o crime teria sido premeditado. A moto e o capacete usados pelo assassino também já teriam sido aprendidos pela polícia. A arma dos disparos e as roupas dele, no entanto, ainda não.

Também em entrevista coletiva, o secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, garantiu que a finalização do caso, a partir da prisão dos suspeitos, está bem adiantada. "Estamos aqui cumprindo uma etapa, essa etapa é importante em qualquer investigação, vai ser significativa para a conclusão final", disse.

Tags: assassinato, crime, Goiás, suspeitos, valério luiz de oliveira

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