Jornal do Brasil

Domingo, 19 de Maio de 2013

País

PGR acusa Renan de desviar dinheiro do Senado e falsificar documentos

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A Revista Época que chegou às bancas na quinta-feira (31) traz detalhes da denuncia que o Procuradoria-Geral da República, Roberto Gurgel, fez - em 24 de janeiro - contra o candidato do PMDB à Presidência do Senado, Renan Calheiros, pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público), falsidade ideológica e uso de documento falso, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).    

Segundo a Época, Gurgel é taxativo: Renan apresentou, ao Senado da República, notas frias e documentos falsificados para justificar a origem dos recursos que o lobista de uma grande empreiteira entregava, em dinheiro vivo, à mãe de sua filha, a título de pensão. "Está provado, finalmente, que Renan não tinha condições financeiras de arcar com a pensão – e que não fez, de fato, esses pagamentos à mãe de sua filha. De quebra, descobre-se na denúncia que Renan desviou R$ 44,8 mil do Senado. Nesse caso, também usou notas frias para justificar o desfalque nos cofres públicos", acrescenta a revista.

Se condenado pelos três crimes no STF, o novo presidente do Senado poderá pegar, somente nesse processo, de 5 a 23 anos de cadeia – além de pagar multa aos cofres públicos, a ser estipulada pela corte. Há, ainda, outros dois inquéritos tramitando contra Renan no STF. A denúncia de Gurgel está no gabinete do ministro Ricardo Lewandodowski desde segunda-feira. Caberá a ele encaminhar, aos demais ministros do STF, voto favorável ou contrário à denúncia. Lewandowski não tem prazo para dar seu voto. 

Tags: denúncias, presidência, renan, senado, STF

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