Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

País

Na volta do Judiciário, Barbosa promete "grande esforço" para julgar processos

Presidente do STF abriu ano citando extensa fila que aguarda inclusão em pauta

Jornal do BrasilLuiz Orlando Carneiro

Brasília - Numa cerimônia formal, que durou menos de 20 minutos, na manhã desta sexta-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, abriu os trabalhos da Corte – em recesso desde 19 de dezembro – e assegurou “um grande esforço” durante este ano para diminuir o acervo de mais de 65 mil processos em tramitação, dos quais 700 já concluídos e aguardando inclusão em pauta.

Barbosa prometeu ainda dar especial atenção aos “muitos” recursos extraordinários já com repercussão geral reconhecida à espera de julgamento pelo plenário, e que afetarão cerca de 500 mil processos sobrestados nas instâncias inferiores.

A presidente Dilma Rousseff fez-se representar na solenidade de abertura do ano judiciário pelo vice-presidente Michel Temer. Os presidentes do Senado e da Câmara não compareceram, em virtude da eleição do novo presidente do Senado, então em curso. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, foram os únicos integrantes do primeiro escalão do governo presentes à cerimônia, além dos chefes das Forças Armadas.

Joaquim Barbosa e o vice-presidente Michel Temer durante solenidade de abertura dos trabalhos
Joaquim Barbosa e o vice-presidente Michel Temer durante solenidade de abertura dos trabalhos

Harmonia

No seu rápido pronunciamento, o presidente do STF ressaltou que o Poder Judiciário “é fundamental para a efetivação dos princípios democráticos e para assegurar a todos igualdade de tratamento”. Deu ênfase à necessidade de “se consolidar um Judiciário neutro, pois não há democracia sem justiça forte e sem juízes independentes”. E reiterou também o primado da harmonia entre os poderes da República.

O vice-presidente Michel Temer – o único a falar na solenidade além do presidente do STF – afirmou que é o Supremo “quem diz o que é lei”, por ser do Judiciário “a última palavra sobre o que é exatamente o Estado”. Ele lembrou que a Constituição de 1988 reforçou esse entendimento, ao instituir o mandado de injunção, com base no qual o STF pode declarar a omissão dos dois outros poderes. Finalmente, afirmou que, em nome da presidente Dilma Rousseff, ouvia “com alegria” a reiteração, pelo presidente da Corte, da necessidade crescente da harmonia entre os três poderes.

Tags: ano, brabosa, julgamento, processo, Supremo, Trabalho

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