Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Maio de 2013

País

Adversários de Renan em eleição dependem de decisão da Mesa

Portal Terra

A quantidade de senadores que vão se candidatar para presidir o Senado pelos próximos dois anos depende de uma resposta da Mesa Diretora aos parlamentares considerados independentes. Em reunião que durou toda a manhã desta quinta-feira, os senadores questionaram se amanhã, durante a eleição do próximo presidente, a tribuna será aberta a todos os parlamentares ou apenas aos candidatos à presidência.

Até agora, somente os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) são candidatos oficialmente. O PMDB, maior partido da Casa e que detém a prerrogativa de indicar um substituto para José Sarney (PMDB-AP), deve oficializar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na tarde de hoje.

No entanto, segundo Taques, o grupo de senadores independentes – além de Taques e Randolfe, o movimento tem o apoio de Pedro Simon (PMDB-RS), Randolfe Rodrigues, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Eduardo Suplicy (PT-SP), Cristovam Buarque (PDT-DF), Lídice da Mata (PSB-BA), além do oposicionista Alvaro Dias (PSDB-PA) – pode apresentar mais candidatos com o objetivo de conseguir espaço na tribuna para atacar Renan Calheiros, que está envolvido em denúncias e em um processo movido pela Procuradoria-Geral da República contra ele.

Ainda há tempo hábil para que novos senadores sejam candidatos à presidência porque a inscrição é feita oralmente, durante a sessão preparatória – ou seja, minutos antes da eleição em si. Além disso, as candidaturas podem ser retiradas a qualquer momento.

A rejeição ao nome de Renan se baseia na denúncia de que ele teria emitido notas frias para comprovar gastos pessoais. O caso veio à tona em 2007 e custou ao parlamentar a presidência da Casa à época, já que ele renunciou ao cargo.

Histórico

Em maio de 2007, surgiram as primeiras denúncias de que um lobista da empreiteira Mendes Júnior pagava R$ 12 mil mensais à jornalista Mônica Veloso como pensão alimentícia. A jornalista tem uma filha de Renan Calheiros. Em sua defesa, o senador apresentou documentos que comprovavam renda suficiente para pagar a pensão da filha e que não precisaria da ajuda de lobistas.

Diante disso, o Conselho de Ética da Casa recomendou a cassação do mandato do parlamentar, mas o plenário do Senado o absolveu por 40 votos contra, 35 a favor e seis abstenções. No entanto, a pressão fez com que Renan Calheiros renunciasse à presidência do Senado.

Naquele mesmo ano, uma nova denúncia abalou a história política do senador. Acusado de ter comprado rádios em Alagoas por meio de "laranjas", novamente Renan foi absolvido pelos colegas em nova votação pela cassação de seu mandato. Desta vez, o placar foi 48 votos contra e 29 a favor.

Outras quatro denúncias foram apuradas no Conselho de Ética, mas não chegaram a ser decididas em Plenário. Renan foi acusado de tráfico de influência junto à empresa Schincariol na compra de uma fábrica de refrigerantes, espionagem de parlamentares da oposição, participação em esquema de desvio de verbas públicas em ministérios do PMDB, seu partido, e de apresentar notas frias em nome de empresas fantasmas para comprovar rendimentos.

Tags: brasil, CONGRESSO, eleição, PMDB, renan

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.