FAB lamenta morte de 5 militares em incêndio de Santa Maria
A Força Aérea Brasileira (FAB) lamentou a morte de cinco militares no incêndio que atingiu a boate Kiss, na cidade de Santa Maria (RS) no último domingo. Ao menos 231 pessoas morreram na tragédia, entre elas o sargento Luiz Carlos Ludin de Oliveira e os soldados Giovani Krauchemberg Simões, Leandro Nunes da Silva, Rodrigo Dellinghausen Bairros Costa e Rhuan Scherer de Andrade.
Segundo a FAB, as cinco vítimas eram do efetivo da Base Aérea de Santa Maria e serão sepultados no Rio Grande do Sul.
A FAB informou ainda já ter transportado 39 feridos para Porto Alegre, sendo 15 durante a madrugada a bordo das UTIs aéreas. Os feridos foram levados para a capital gaúcha após decisão conjunta de médicos, que avaliaram a necessidade de transporte e o quadro clínico.
Segundo a FAB, durante o voo, cada paciente é acompanhado por pelo menos um médico e um enfermeiro. No total, cerca de 1 mil militares participam da missão, sendo 64 médicos e enfermeiros, além de quatro psicólogos.
Os voos de UTI aérea até o momento envolveram aviões SC-105 Amazonas, C-95 Bandeirante, C-98 Caravan e helicópteros H-60 Blackhawk. A FAB informou ainda que mais aeronaves estão de prontidão para acionamento em caso de necessidade.
Incêndio na Boate Kiss
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo iniciou com um sinalizador lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.
Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.
A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos.

