Jornal do Brasil

Domingo, 20 de Abril de 2014

País

Universidades seguem em greve até o dia 31

Sindicatos estão brigando pela representatividade dos professores. 

Jornal do BrasilHenrique de Almeida

O dia 31 de agosto é uma espécie de Dia D para os servidores públicos federais: é a data limite para enviar o projeto de lei orçamentária de 2013. Os servidores lutam para que os reajustes pretendidos pelas diferentes categorias sejam contemplados nesta lei. Os professores das universidades federais, no entanto, já sinalizam que a greve pode prosseguir até depois de agosto. 

A categoria foi a primeira a entrar em greve, ainda em maio, no que foi seguida por trabalhadores de outros setores do serviço público.

O Sindicato Nacional dos docentes das instituições de ensino superior (Andes-SN) declarou que não há previsão de suspensão da greve dos professores pelo menos até esta quinta-feira(30).

Luciano da Silva Alonso, diretor do Sindicato de docentes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, explica por que os professores da maior parte das universidades federais não aceita a proposta do Governo:

" Da forma como foi apresentada, haveria uma imensa subvalorização do professor que está entrando na carreira", esclareceu Alonso, que aproveitou para criticar a Federação de Sindicatos de professores das instituições federais de ensino superior(Proifes). A entidade fez um acordo com o governo no dia 3 de agosto, aceitando a proposta de reajuste de 15,8%, parcelados até 2015:

" O Proifes é uma entidade minúscula, que representa apenas seis sindicatos de universidades federais. Não pode se colocar como representante da categoria inteira. A Andes representa 56 das 61 universidades federais, ela é que e teria de negociar com o governo".

Segundo a assessoria do Proifes, a legalidade e legitimidade de sua representação foram reconhecidas pelo Ministério do Planejamento. Com o acordo, os servidores terão aumento real de salário pela primeira vez em 20 anos, com todos os servidores sendo contemplados pelo aumento.

O vice-presidente da associação da UFRJ, Luis Acosta, diz que a greve continua na universidade. De acordo com Acosta, o dia 31 é fundamental para o futuro das reivindicações da instituição, quando haverá uma assembleia geral para definir a continuidade ou não do movimento. Na última plenária, a decisão a favor foi apertada: 281 a 253.

" É um momento de mudança qualitativa.  Precisamos avaliar o que podemos fazer depois de sexta-feira. Talvez a luta vá para o parlamento, na esfera política", disse Acosta.

O Ministério do Planejamento declarou que a Lei Orçamentária será fechada no dia 31 de agosto, mas que as reuniões com as categorias que recusaram a proposta do governo continuarão a acontecer nos próximos dias.

Tags: andes-sn, briga, greve, professores, proifes

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