Jornal do Brasil

Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

País

Julgamento do mensalão terá efeitos modestos, diz 'The Economist' 

Portal Terra

Artigo publicado na revista The Economist ressalta o julgamento do mensalão no Brasil, considerado pela publicação historicamente "lento" na punição dos políticos criminosos. A revista cita o ex-presidente Fernando Collor, que teve o mandato cassado em 1992 e está de volta ao Senado, e Paulo Maluf, que foi acusado nos Estados Unidos por ter cometido fraude durante seus mandatos como governador e prefeito de São Paulo e agora também é congressista. "O principal efeito do julgamento será diminuir a cultura de impunidade para os poderosos no Brasil", diz a publicação. No entanto, ela destacaque os efeitos do julgamento serão pequenos.

Conforme a publicação, o julgamento das 38 pessoas acusadas de envolvimento no escândalo de corrupção do Brasil, previsto para começar em 02 de agosto, além de ser considerado o maior dos últimos anos é uma "raridade". A revista ressalta ainda que apesar do caso ser de 2003 e a investigação ter começado em 2005, apenas em 2012 os juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) vão julgá-lo.

A revista diz que os acusados enfrentam uma série de acusações, incluindo corrupção, formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de recursos públicos e destaca ainda que o financiamento ilegal de partidos políticos é uma prática comum no País.

O artigo destaca que o processo deve demorar meses devido à oitiva das testemunhas e leitura das provas e que advogados de parte dos réus devem argumentar que o julgamento diretamente no STF nega o direito da ampla defesa uma vez que parte dos acusados não são congressistas, mas todos os casos serão julgados juntos. Para a revista, as consequências políticas do julgamento devem ser modestas e os acusados devem tentar levar o julgamento até as eleições municipais, que ocorrem em outubro.

A The Economist ressalta que o presidente em exercício durante o mensalão, Luis Inácio Lula da Silva, não deve sofrer danos políticos, assim como a atual presidente Dilma Rousseff, que está salva por ter demitido uma série de ministros acusados de corrupção no início do mandato.

Tags: brasil, julgamento, Ministro, réu, STF

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