Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

País

Assassino de jornalista menciona deputado como mandante no Maranhão

Portal Terra

Um deputado estadual pode estar envolvido no assassinato do jornalista Décio Sá, morto na noite do dia 23 de abril. Raimundo Cutrim (PSD) foi citado pelo autor confesso dos seis disparos contra Sá como um dos mandantes do crime. Johnatan de Sousa Silva afirmou que o parlamentar seria o maior interessado no assassinato.

O deputado esteve presente na Assembleia Legislativa na manhã de hoje e, em entrevista, afirmou estar surpreso com o envolvimento de seu nome no inquérito feito pela Secretaria de Segurança Pública ao longo de dois meses de investigação. "Estou espantado. Eu sou o maior interessado em esclarecer. Minha vida toda foi feita em combate ao crime organizado. Todo crime tem um fato, um início, meio e fim, então tem que tudo ser investigado", disse.

Cutrim foi secretário de Segurança Pública do Maranhão por oito anos. Na entrevista, ele revelou ainda que conhece um dos empresários presos durante a investigação. José Raimundo Sales Chaves Júnior havia dito, em depoimento, que tem negócios com o parlamentar. "No final do ano passado eu conheci ele e aluguei umas máquinas dele e de muitas outras pessoas", afirmou, garantindo que a relação é somente profissional.

O deputado ainda se pôs à disposição da polícia para quaisquer investigações. "Se precisar da quebra do sigilo telefônico nos últimos dez anos, ou da quebra do sigilo bancário, eu coloco tudo à disposição", disse.

O nome de Raimundo Cutrim surgiu no caso depois do vazamento do relatório enviado pela Secretaria de Segurança com o pedido de prisão. Nele, o sobrenome do deputado foi citado, mas a identidade não foi especificada. Na manhã de hoje, novo vazamento desencadeou a revelação do político com o assassinato. No depoimento, o suspeito diz: "esse Cutrim é citado pelo Júnior Bolinha como principal mandante na morte do Décio." Questionado pelo delegado, o acusado especificou que se tratava do deputado.

Sete pessoas acusadas de participarem do planejamento e pagamento da execução do jornalista foram presas no início do mês. Foram expedidos oito mandados de prisão, um deles do comparsa de Johnatan - que seguiu na motocicleta junto com o autor dos disparos - mas ainda não foi encontrado pela polícia. O nome de Raimundo Cutrim não estava entre as prisões pedidas pela Secretaria de Segurança, que ainda não se manifestou sobre o assunto.

Tags: cocaína, crime, federal, flagrante, MILITAR, morte, polícia

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