Jornal do Brasil

Sexta-feira, 12 de Abril de 2013

País

MP acusa Rafinha Bastos, do CQC, de fazer apologia ao estupro

Portal Terra

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu nesta quinta-feira a abertura de um inquérito policial contra o humorista Rafinha Bastos, do programa CQC, acusado de incitação e apologia ao crime após supostas afirmações polêmicas durante seu espetáculo. 

Segundo o MP-SP, Rafinha disse, em apresentações no Clube da Comédia e em entrevista publicada na revista Rolling Stone, que o estupro é "uma oportunidade" para determinadas mulheres, sendo o estuprador alguém digno de "um abraço".

Humorista citou estupro durante apresentação
Humorista citou estupro durante apresentação

No ofício encaminhado ao delegado Carlos José Paschoal de Toledo, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), a promotora de Justiça Valéria Diez Scarance Fernandes, coordenadora do Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Familiar da Capital, disse ser "imperiosa a instauração de inquérito policial para a apuração dos fatos" envolvendo as declarações do humorista.

"O estupro é um crime. O estuprador é um criminoso que deve ser punido e não publicamente incentivado", diz a promotora.

A requisição de instauração de inquérito é resultado de representação feita à Promotoria de Justiça pela coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, Thais Helena Costa Nader.

O Terra entrou em contato com a produção dos shows de Rafinha Bastos. A assessoria informou que o humorista não irá falar sobre assunto.

Tags: acusação, cqc, estupro, MP, rafinha bastos

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Comentários

6 comentários
  • Luciano, Brasília

    Não estou defendendo o humorista, nem qualquer opinião favorável a qualquer forma de violência - menos ainda sexual - mas se pode a passeata da maconha (que não é legal), se pode a das vadias (se é por combate à violência contra a mulher, vadia já é um termo "auto-pejorativo" que traz a ideia de "prostituta" - algo que também não é legal no Brasil), por que não piada que possa ser também interpretada como apologia ao estupro? Parece oportunismo: quando supostamente tivesse que atuar contra demonstrações de grupos, o MP faz vista grossa; quando contra indivíduos, bem, aí ele atua. Esclareço que sou contra a piada do "favor", inclusive porque desconheço qualquer mulher que desejasse esse "favor" fora de uma fantasia a ser vivida com pessoa de sua confiança. Por último, por que é que não se registra uma observação sobre a impropriedade das piadas, em vez de pedir "abertura de inquérito policial"?

  • Rafael Funchal, São Caetano do Sul

    E por que o Ministério Público não abre processos contra políticos corruptos já que roubar dinheiro dos cofres públicos é um crime muito mais sério que fazer uma piada?! Ah vá casa do .... esses advogados oportunistas!

  • GURUC, São Paulo

    Já que não conseguiram dominar o país por outros meios, autocratas de todos os tipos tentam fazê-lo através da censura branca pela via da judicialização do subjetivo ou do ultra-subjetivo. Travestido de 'defesa' disso ou daquilo, os grupos de interesse, mesmo que legítimos em si, vão corroendo pelas bordas a liberdade de expressão, aproveitando a natureza hierárquica e burocrática da estrutura legal. Por mais estúpida que tenha sido a manifestação do Gentilli, ele apenas repetiu uma velha piada, que também por natureza, tem sua graça na pressuposição do absurdo ou do inusitado, com base na exposição de algum detalhe sórdido ou excêntrico. No caso em questão, a proposição de 'mulher estuprada ser mulher feia ou indesejada' já é absurda em si, o que antecipa o final ridículo dessa 'investigação'. É lamentável que órgãos públicos sejam trazidos a participar desse processo de pressão, cujo fim sempre é algum tipo de censura discricionária. A mulher não sai engrandecida, mas a sociedade sai mais dividida. Liberdade pode doer, mas não submete as pessoas.

  • oliveira, pe

    tem gente que so fala m...e cara e um deles,nao sei como e que a tv da espaço para deixa pra la,nem vale apena perder tempo.

  • Reginaldo, Recife

    Eu assistir esse show e não ri de nada,como Humorista ele é um ótimo reporte. O Cara no humor é fraquinho demais. Todas as piadas dele são de mau gosto e preconceituosas. Lamentavél que para se fazer humor se chegue a tão baixo.

  • andressa, São paulo

    Caro Luciano,

    Perguntou a senhora sua mãe, ou a sua filha, ou a sua irmã, o que elas acharam da piada? A diferença entre a maconha e o estupro me parece compreensível a qualquer pessoa com bom senso, um é direito de escolha, (usar maconha) assim como existe o direito escolher fumar cigarros de tabaco, e o segundo se trata de usar a força, de agredir, de obrigar alguém a ter relações sexuais; se você não nota a diferença, só posso lamentar, e torcer para que nenhuma familiar sua tenha a privação do direito de dizer não ao sexo com desconhecidos.
    Pessoas com a forma de pensar parecida com a sua e a do Rafinha são um atraso ao nosso país, grupo do 'estupra mais não mata' já chega né desse tipo de mentalidade retrograda e vergonhosa.

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