Cabral culpa Cesar Maia por falta de saneamento em favelas
João Pequeno, Portal Terra
RIO DE JANEIRO - Candidato à reeleição, o governador Sérgio Cabral (PMDB) atribuiu ao ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia - que disputa uma vaga no Senado pelo DEM - a falta de saneamento nas favelas da capital, mas poupou seu aliado Eduardo Paes (PMDB), que ocupa o cargo desde janeiro de 2009.
Cabral lembrou que, em 2007, assinou um convênio com Cesar Maia, então prefeito, passando do Estado para o município do Rio o saneamento nas favelas, mas disse que ele "não fez nada". O candidato ainda acusou o seu principal adversário, Fernando Gabeira (PV), de esconder o ex-prefeito, seu companheiro de chapa.
Na manhã desta sexta-feira (30), Gabeira encontrou moradores fazendo uma obra de esgoto por conta própria no Parque União, uma das 16 favelas do Complexo da Maré (Zona Norte) e lembrou que "o saneamento é responsablidade do Estado".
O governador reagiu dizendo que "o candidato adversário está na linha do 'quanto pior, melhor', mas o Rio está no 'quanto melhor, melhor'", após receber apoio da FUP (Federação Única dos Petroleiros), ligada à CUT, em frente à sede da Petrobras.
"Ele deveria perguntar ao Cesar Maia, candidato dele ao Senado, que ele esconde. Em 2007, eu assinei com o Cesar Maia - porque ele me pediu -, um documento passando todo o saneamento das comunidades às prefeituras, e ele não fez nada (...) não pôs um metro de esgoto", acrescentou.
Quando questionado sobre a gestão de Paes, eleito há dois anos, Sérgio Cabral mudou o discurso, dizendo que "agora, nós estamos fazendo uma parceria com a Prefeitura (em relação ao saneamento)". Ele não explicou como seria esse trabalho conjunto.
Sem governo nem prefeitura, moradores do Complexo da Maré fazem por conta própria uma obra de saneamento em um bloco de vielas no Parque União, gastando cerca de R$ 140 mil.
