Carona no vice: Hélio Costa volta a destacar papel de Patrus
Juliana Prado, Portal Terra
BELO HORIZONTE - Candidato ao governo de Minas Gerais, Hélio Costa (PMDB) voltou a destacar nesta quinta-feira (29) o papel do seu vice, o petista Patrus Ananias, na sua candidatura. "O Patrus não é um vice na minha chapa. Não é Hélio e Patrus. É Hélio mais Patrus, mais Dilma (Rousseff), mais (Fernando) Pimentel". O afago ao companheiro de chapa aconteceu durante visita à cidade de Alfenas, no Sul de Minas.
Como tem feito em suas aparições públicas, o concorrente ao Palácio Tiradentes também fez questão de colar sua imagem a do governo federal e às ações desenvolvidas na área social. Costa ainda afirmou que, se for eleito, vai garantir desenvolvimento ao Estado. "Para trás, como disse o presidente Lula, nem para tomar impulso", brincou.
Os dois candidatos participaram de carreata pela cidade e de um corpo a corpo na região central de Alfenas. Patrus, que administrou o programa Bolsa Família no governo Lula, defendeu, em seu discurso, investimentos na área social. "Vamos priorizar a saúde, a educação e a segurança pública. Para as pessoas poderem viver precisamos acabar com o clima de insegurança".
Escolha conturbada
Escolhido vice na chapa de Hélio Costa depois de processo envolvendo as cúpulas nacionais de PT e PMDB, o ex-ministro passou a ser considerado a principal carta na manga da coligação "Todos juntos por Minas". Popular, mais carismático que o companheiro de chapa e bem avaliado pela gestão do Bolsa Família, foi alçado a uma condição de destaque na dobradinha.
O petista deixou o Ministério do Desenvolvimento para tentar ser o candidato da base aliada de Lula em Minas ao governo do Estado. Foi para as prévias internas do PT com Fernando Pimentel e, por uma margem pequena, acabou perdendo a disputa. Como o projeto do partido nacionalmente era ceder a candidatura em Minas ao aliado PMDB, a investida petista acabou naufragando e Hélio Costa foi escolhido como cabeça de chapa.
A Patrus, mesmo contrariado, coube aceitar a vaga de vice após uma série de manobras do seu partido, do próprio presidente Lula e da presidenciável Dilma Rousseff.
