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Pai de assassino diz que pediu a Glauco para não dar chá ao filho

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SÃO PAULO - O pai de Carlos Eduardo Nunes, assassino confesso de Glauco e do filho Raoni Villas Boas, disse que o filho nunca apresentou problemas de comportamento até começar a frequentar o Céu de Maria, igreja do Santo Daime fundada pelo cartunista. Ele afirmou que pediu a Glauco para não servir o chá ao filho.

Carlos Grecci disse que, apesar do pedido, o filho voltou a tomar a bebida. Ele afirmou ainda que a mãe do rapaz era esquizofrênica e que o filho começou a apresentar transtornos semelhantes quando começou a frequentar a igreja.

O cartunista e seu filho, Raoni Vilas Boas, 25 anos, foram mortos na madrugada de sexta-feira, dia 12 de março, com quatro tiros cada, na residência da família, em Osasco (SP). Os dois chegaram a ser levados para o Hospital Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos.

Na casa de Glauco, eram realizados cultos da Igreja Céu de Maria, que segue a filosofia do Santo Daime, prática religiosa cristã, ecumênica, que repudia todas as formas de intolerância religiosa. Os seguidores tomam o chá conhecido por esse nome. Para eles, a bebida amplia a capacidade perceptiva, criativa, cognitiva e de discernimento, elevando a consciência do ser humano.