Eleição: Dilma volta a dizer que não é hora para salto alto
Jornal do Brasil
BRASÍLIA - A diminuição para cinco pontos percentuais, 35% a 30%, nas intenções de votos para o seu principal rival, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi recebida com a tradicional tranquilidade pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República.
Vou repetir o que repito a horas: a pesquisa é retrato do momento minimizou a ministra durante visita a Monte Alegre (MG). Estamos em março, a eleição é em outubro, e ninguém sobe de salto alto. É só o momento e a eleição ainda tem muito caminho para a gente andar.
A ministra também preferiu não confirmar se irá ou não participar de eventos ou inaugurações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após deixar o cargo na Casa Civil. A Advocacia-Geral da União apresentou cartilha indicando que Dilma só não poderá participar de eventos a partir da oficialização de sua candidatura, o que, na prática, abre uma brecha para a presença da petista em atos oficiais mesmo após a sua saída do cargo.
A relação, a partir da minha saída, é mais o presidente indo nas minhas atividades, nas atividades de campanha como militante que ele é. Não estamos dando muito destaque e ênfase a isso disfarçou. Para a ministra, a cartilha da AGU apenas indica o que estaria proibido sob o ponto de vista legal . A ministra não se arriscou a garantir que não participará de qualquer inauguração oficial do governo, mas também não desconsiderou essa hipótese. Não te digo isso (não participar de inaugurações oficiais), porque posso participar, mas não é essa a atividade central.
Já o presidenciável tucano e governador de São Paulo, José Serra, evitou comentar o resultado da pesquisa CNI/Ibope divulgada quarta-feira.
Não comento pesquisa nem quando estou disparado nem quando não estou disparado resumiu o governador, em coerência com a postura que adotou mesmo quando aparecia vários pontos percentuais a frente de Dilma nas sondagens. Pesquisa, até outubro ou novembro, eu nunca vou comentar.
Quarta-feira, a poucos dias de assumir publicamente sua pré-candidatura à Presidência, o governador apontou a geração de emprego como a principal questão social noBrasil. Em solenidade convocada para anunciar a criação de mais de 60 mil vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional, Serra disse que iniciativas federais como essa sem dúvida ajudariam o Brasil.
O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, minimizou o crescimento de Dilma nas pesquisas. Em conversa com internautas no Twitter, Guerra disse que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), se manteve estável na pesquisa porque não faz campanha eleitoral antecipada, ao contrário do que declara ocorrer com a pré-candidata petista.
Nós mantivemos uma posição estável com um governador em São Paulo, sem andar pelo Brasil, sem aparecer nas redes de TV, senão governando seu próprio Estado. O governador tomou essa decisão de governador de São Paulo. Essa decisão não foi fácil de manter. O Serra operou esse tempo todo como governador. Não operou como candidato explicou.
Guerra também atribuiu o crescimento de Dilma à queda do deputado Ciro Gomes (PSB-CE).
A Dilma subiu 15 pontos, mas sabe de onde veio os votos? Vieram 6% do Ciro. Eles estão desidratando a candidatura do Ciro. Vieram 2% da Marina, que não fez campanha. Só quem faz campanha é a Dilma. As intenções de votar no Serra estão totalmente confirmadas afirmou o senador.
O PSDB pretende lançar oficialmente a candidatura de Serra no dia 10 de abril, segundo Guerra. De acordo com o tucano, a pré-convenção do partido para anunciar a candidatura do governador será em Brasília, num evento que vai reunir a cúpula e a militância tucana.
