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Prisão de suspeito alivia, mas não consola, diz sobrinha de Glauco

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Portal Terra

SÃO PAULO - Uma sobrinha do cartunista Glauco afirmou na manhã desta segunda-feira que a prisão de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, suspeito de matar o desenhista e seu filho Raoni na madrugada de sexta-feira, traz um sentimento de alívio para a família, apesar de não amenizar a tristeza da perda. - Ficamos mais tranquilos, porque estávamos com medo de que ele fizesse mal para outras pessoas ou que continuasse ameaçando a família - disse Polyana Villas Boas, 31 anos. - Alivia, mas não consola - acrescentou.

Carlos Eduardo, o Cadu, foi preso às 23h do domingo na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), fronteira com o Paraguai, segundo a Polícia Federal. Ele tentava atravessar a Ponte da Amizade para chegar ao Paraguai com um carro roubado quando foi preso.

Segundo Polyana, a família estava muito preocupada com a mulher de Glauco, já que ninguém sabia onde estava o suspeito e havia o temor de que ele retornasse. No entanto, não desejam vingança contra Cadu. - Com o que vai ser feito na Justiça da gente não estamos preocupados. Nada vai trazer meu primo e meu tio de volta - disse a sobrinha do cartunista, com a voz trêmula. - Não queremos que ele (Carlos Eduardo) sofra, só queremos segurança - prosseguiu.

Ela disse ainda que a mãe de Glauco, Maria Aparecida Almeida Villas Boas, está passando alguns dias na casa de uma filha porque ficou muito abalada com a morte do cartunista. - Ela está bem de saúde, mas está muito triste. Ela tem quase 80 anos - afirmou. - Prefere ficar quieta. Há menos de um ano ela perdeu outro filho e prefere nem falar no assunto para não sofrer mais - explicou.

De acordo com os policiais, Nunes reagiu a tiros à fiscalização de rotina da Polícia Federal (PF), na fronteira. Após o confronto, um dos policiais ficou ferido com um tiro no braço, mas sem gravidade. O suspeito foi rendido. Na delegacia, segundo a Polícia Federal de Foz do Iguaçu, Nunes confessou o assassinato de Glauco e do filho.

A PF informou ainda que o destino do suspeito agora depende de ordem judicial, que pode determinar que ele seja transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, também no Paraná, ou até para a Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, antes de ser levado para São Paulo. Por enquanto, ele fica na delegacia da PF.