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Arruda deve fazer tomografia na segunda-feira

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Portal Terra

BRASÍLIA - O governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), recebeu mais uma visita do seu médico particular nesta sexta-feira, na sala em que está preso na Polícia Federal, em Brasília. Após a consulta, o médico Brasil Caiado afirmou que deverá pedir uma tomografia do coração, a ser feita provavelmente na próxima segunda-feira.

Essa deverá ser a terceira vez que Arruda deixa a prisão para fazer exames. A primeira foi na última segunda-feira, quando foi levado ao hospital para fazer um ultrassom no pé direito, que apresentava inchaço. Na quinta, Arruda deixou novamente o local para ser submetido a uma ressonância magnética.

- Desencadeamos alguns exames para fazer uma análise mais ampla. Sempre é importante saber que uma pessoa que é portadora de diabetes e hipertensão tem maior risco para doença coronariana. Por causa disso a gente resolveu fazer uma avaliação mais detalhada - disse o médico.

Brasil Caiado disse que Arruda fez caminhada nesta sexta-feira e está "mais estável". Mais do que a parte clínica, contudo, Caiado afirmou que é o lado emocional de Arruda que chama a atenção. - O que chama a atenção sempre é um profundo abalo psicológico, que seria natural por causa da situação. Isso que ele já tinha um pouco, piorou muito. Agora, a situação do lado clínico, vou falar só no final - disse.

A conclusão da avaliação clínica de Arruda deverá ocorrer no início da próxima semana. Hoje, ele recebeu um aparelho que vai fazer um monitoramento durante 24 horas para detectar possíveis arritmias, que foram apontadas, segundo o especialista, em um eletrocardiograma realizado esta semana. "A gente instalou o Holter agora. Vamos tirar amanhã para fazer a leitura ou amanhã mesmo ou segunda-feira", afirmou.

Arruda também já fez testes de sangue e urina, que não apontaram anormalidades. A pressão tem sido controlada com o uso de remédios. O médico pretende investigar melhor o edema no tornozelo direito, que apresentou inchaço no início desta semana, o que levou a defesa do governador a pedir ao STJ que ele fosse avaliado por seu médico pessoal.

O governador afastado está preso desde o dia 11 de fevereiro em uma sala da Polícia Federal, em Brasília, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob acusação de corrupção de testemunha do inquérito que investiga o suposto esquema de pagamento de propina no governo do DF, conhecido como mensalão do DEM.